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Há pelo menos uma década tentando se consolidar no país, o podcast ganhou aliados importantes e finalmente venceu a piada sobre estarmos no ano em que o formato chegaria ao grande público.

Não aconteceu de uma hora pra outra. O podcast vem mostrando uma evolução constante no país desde 2014. Mais produtores independentes começaram a fazer seus programas, com edições e equipamentos profissionais e entraram no mercado grandes empresas de conteúdo, como Grupo Globo, UOL, CBN e vários outros que também já possuíam material e estrutura vastos e enxergaram a oportunidade de migrar para uma nova mídia e atingir um novo público.  

A popularização também veio através da disseminação da tecnologia. Neste período o 4G se tornou uma realidade para mais pessoas, assim como os smartphones (principal canal de consumo de podcasts). As coisas foram se encaixando, mas faltava um empurrão final. 

Ele veio no ano passado, com duas grandes empresas investindo pesado no podcast. Primeiro o Google, lançando seu aplicativo exclusivo para o consumo deste formato e depois o Spotify, investindo muito na tecnologia e produção de conteúdo exclusivos (veja mais aqui), buscando se tornar a referência em lugar para se ouvir podcast. 2018 terminou com tudo montado para uma verdadeira virada no jogo.

Dá até para dizer que este já tinha sido o ano, já que entre dezembro de 2017 e de 2018 já havíamos constatado um crescimento expressivo de 250% no consumo, tendência que continua este ano. 2019 é o ano da consolidação. Tudo planejado e iniciado ano passado está sendo posto em prática com maestria, resultando em um crescimento de 67% até setembro. 

Curiosamente, no Brasil temos uma peculiaridade. A maioria dos ouvintes de podcast faz isso através do Youtube. A plataforma voltada para vídeos é o canal onde 42% consome seus podcasts, seguido por Spotify (32%), Google Podcast (7%) e Apple Podcast (5%). Outra curiosidade é o aumento do tempo de consumo. Nos últimos dois anos já passou dos 170% e hoje, 25% dos consumidores ouvem pelo menos uma hora de podcast por dia.

Mesmo assim, o espaço para crescimento e os investimentos não param. Um levantamento do Ibope de maio revelou que enquanto 40% das pessoas já ouviram podcasts, 28% conhecem, mas nunca ouviram e 32% nem sabem do que se trata. É um espaço para crescimento capaz de gerar resultados ainda mais expressivos, e os players do mercado estão de olho nisso.

O Google investe na mídia através de um “programa de criadores”, oferecendo mentoria, financiamento e treinamento de vinte semanas para sua primeira turma, que teve o brasileiro “37 Graus” como um dos selecionados. Já o Spotify tem assinado cada vez mais contratos de exclusividade com grandes produtores e realiza hoje e amanhã, em São Paulo, um grande evento reunindo o público e os criadores, o Spotify for Podcasters Summit. 

E não para por aí. O modelo de remuneração dos produtores também está sofrendo modificações. Até bem pouco tempo os podcasters podiam ou receber patrocínios de marcas, ou então usar o financiamento coletivo de seus ouvintes através de plataformas como Patreon, Padrim e PicPay, oferecendo conteúdo exclusivo em contrapartida. Só que desde setembro foi introduzido um sistema no Brasil através do Spreaker. Muito parecido com o que acontece no Youtube, propagandas alinhadas com o público do programa são inseridas e geram um rendimento para o produtor pelo número de downloads e streams, seja em qual plataforma for. 

É mais um passo que a mídia dá em atrair produtores com capacidade de gerar conteúdos de qualidade para cada vez mais ouvintes. 2020 tem tudo para ser mais um ano do podcast no Brasil e nós, que adoramos a mídia, aguardamos ansiosos as novidades. São tantos programas bons. Que tal nos indicar alguns? Nós já fizemos isso (veja mais aqui).

Fonte: Tilt/Tilt

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