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Homenagem a Ariano Suassuna

Por Junior Soares

A literatura ficou mais triste. Morreu aos 87 anos Ariano Suassuna, dramaturgo, romancista e poeta genuinamente brasileiro.

Ariano Vilar Suassuna é natural de João Pessoa (PB), nascido em 16 de junho de 1927, mas seus fãs pernambucanos não abrem mão de considerá-lo um conterrâneo nato. Isso porque embora tenha crescido em Taperoá, interior da Paraíba, Ariano foi viver em Recife (PE), onde cursou a faculdade de Direito e fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco, com Hermilo Borba Filho.

Foi em 1947 que Suassuna escreveu sua primeira peça “Uma Mulher Vestida de Sol”. Outras obras vieram em seguida como “O Castigo da Soberba”, em 1953 e “O Rico Avarento”, 1954. Em 1955 escreveu uma de suas obras mais famosas, “Auto da Compadecida”. Quem nunca leu ou ouviu o bordão “Não sei, só sei que foi assim”, do personagem Chicó?

Em 1956 Ariano Suassuna tornou-se professor de Estética da Universidade Federal de Pernambuco.

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Ariano foi um dos maiores representantes da cultura nordestina, veementemente valorizada em sua obra. Envolvido pelas características típicas da região nordeste como a literatura de cordel, esculturas de cerâmica, danças tradicionais e o teatro de mamulengo, o escritor criou em 1970, com a colaboração de artistas e escritores nordestinos, o Movimento Armorial. O objetivo do movimento era construir uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste brasileiro.

Foi nessa mesma época que escreveu o consagrado “O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta” (1971), considerado pelo próprio autor como seu melhor livro.

Ariano Suassuna se aposentou da profissão de professor em 1989, período em que alcançou maior reconhecimento nacional e ocupou uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, em 1990, e na Academia Paraibana de Letras, em 2000.

Embora já aposentado como professor, Ariano Suassuna seguiu dando suas aulas-espetáculo, coisa que amava fazer. Sua última ministração foi na sexta-feira anterior à sua morte, realizada no Teatro Luiz Souto Dourado, em Garanhuns – PE.

Ariano Suassuna foi, é, e sempre será lembrado como um dos maiores nomes da literatura brasileira.

“O homem nasceu para a imortalidade. A morte foi um acidente de percurso. Mas depois que eu me tornei pai e avô, descobri que a família é quase uma imortalidade, porque é uma continuidade.” (Ariano Suassuna).

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