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Segundo o relatório semestral da Recording Industry Association of America (RIAA), a receita com CDs nos Estados Unidos cresceu 58,6% no primeiro semestre de 2026, atingindo R$ 872,3 milhões. No mesmo período de 2025, o formato havia arrecadado cerca de R$ 549,6 milhões, registrando agora o maior crescimento percentual entre todas as categorias de música gravada da pesquisa.
O resultado ganha destaque quando comparado ao desempenho do vinil. Nos seis primeiros meses do ano, os discos geraram R$ 2,8 bilhões em receita nos EUA, o triplo do valor dos CDs, mas com um crescimento mais modesto de 17,7%. No conjunto geral, o faturamento das mídias físicas aumentou 25,9%.
Os dados da RIAA reforçam uma tendência apontada por outro levantamento recente da Luminate, que registrou alta de 16% nas vendas diretas de CDs ao consumidor no semestre, totalizando 16,3 milhões de unidades. Na mesma pesquisa, o vinil avançou apenas 2,4%. A diferença entre os índices ocorre porque a RIAA mede a receita de atacado da indústria, enquanto a Luminate acompanha as vendas no varejo.
Apesar da retomada dos formatos físicos, o cenário segue amplamente liderado pelo consumo digital. A indústria americana de música gravada faturou R$ 30,6 bilhões no total. Desse montante, 82% (R$ 24,9 bilhões) vieram do streaming.
As assinaturas pagas continuam como o principal motor do setor, crescendo 7,8% em receita (R$ 15,8 bilhões) e alcançando a marca de 111,1 milhões de usuários. Na direção oposta, os downloads digitais recuaram 12,7% no semestre, com as compras de faixas individuais caindo 13,7%.
Arte: Júlia Sousa | Texto: Barbara Freitas