Colocar uma nova música no radar das equipes editoriais de streaming exige planejamento e atenção aos detalhes do formulário de submissão.
O primeiro passo é respeitar o calendário: a submissão editorial não acontece em cima da hora. A música deve ser enviada à distribuidora com três a quatro semanas de antecedência em relação à data de lançamento, garantindo tempo para o processamento e para que a ferramenta de pitching esteja disponível no Spotify for Artists.
Na etapa de preenchimento, a precisão das informações que definem a faixa é indispensável. É importante escolher o gênero e os subgêneros que realmente representam a música, indicar seu clima predominante (vibe) e destacar os principais instrumentos do arranjo, como voz, violão e sintetizadores.
Na descrição, o segredo é sintetizar. Em vez de um discurso longo ou excessivamente conceitual, apresente um texto direto e objetivo com informações sobre quem você é, qual é a mensagem central da música e como pretende divulgá-la nas redes sociais, na imprensa e em outras plataformas. Cada informação deve ajudar a contextualizar a faixa com clareza.
Caso a música não entre em uma playlist editorial, sem pânico. A seleção depende de diversos fatores, mas fazer o pitch dentro do prazo também garante que a faixa seja considerada para o Radar de Novidades dos seus seguidores na sexta-feira do lançamento.
Por fim, vale redobrar a atenção: o pitch oficial é gratuito e não exige pagamento. Desconfie de promessas de inclusão garantida em playlists, especialmente quando envolvem streams artificiais ou bots. Essas práticas podem violar as diretrizes da plataforma e trazer consequências para a música e para o perfil do artista.
O planejamento, o preenchimento cuidadoso das informações e o uso das ferramentas oficiais são os caminhos mais seguros para apresentar sua música às equipes editoriais.
Arte: Júlia Sousa | Tecto: Barbara Freitas