Por Sérgio Martins
Em 1998, os integrantes do quinteto mineiro J. Quest (pronuncia-se “jêi quést”) assistiram a um show do cantor Tim Maia (1942-1998) no Planeta Atlântida, no Rio Grande do Sul, quando foram convidados a sair pelos seguranças do evento. Foi quando Tim interveio e chamou o grupo pelo nome que eles posteriormente iriam adotar: “Deixa o pessoal do Jota Quest à vontade!”.
Quase três décadas depois, o grupo mineiro decide homenagear seu “padrinho” no primeiro disco pela gravadora Universal. O tributo a Tim Maia terá hits e canções obscuras, com direito a convidados especiais – cujos nomes estão sendo guardados a sete chaves. O álbum marca também a estreia do baixista PJ na produção (ainda que tenha coproduzido outros discos).
O primeiro single, Acenda o Farol, saiu em 5 de dezembro. Canção de Tim Maia Disco Club (1978), que era focado na disco music, que então estava dando seus primeiros passos no país, ela conta com o próprio Tim numa participação “espiritual”. O conjunto aproveitou a voz do cantor carioca – somente nos versos iniciais – para então entregar uma música calcada na dance music dos tempos atuais. Uma bela introdução para um dos discos mais esperados de 2026, visto que o Jota Quest é a principal banda de soul/funk/pop do país.
Arte: Júlia Sousa