Desbravadores da Rima – Parte 2

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Desbravadores da Rima – Parte 2

Foto: Freepik Premium.

Publicado em 10/08/2022.

Os artistas que abriram os caminhos do Rap no Brasil.

Estamos de volta! 

Hoje vamos curtir a parte 2 da nossa viagem pela carreira dos personagens que fizeram o rap florescer no Brasil. São vários artistas que venceram preconceitos e usaram da arte para provocar reflexões e mudanças.

Sem mais delongas, vamos à lista:

De Menos Crime

Surgido no bairro de São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, o grupo está há 35 anos promovendo o rap nacional. Composto originalmente por Marcelo Pereira (Lerap), Ricardo Ferreira (Mago Abelha) e Mikimba (Jeferson Damasceno), conta também com o DJ Vlad na sua formação.

Com quatro álbuns de estúdio na carreira, se destacam as músicas “Policiais”, “Fogo na Bomba” e “Só Quem é Louco”. 

Z’africa Brasil

Criado em 1995 por Gaspar e Fernandinho Beat Box, o grupo recebeu o reforço de Pitchô e Funk Buia dois anos depois para completar o time. Após participar de uma coletânea gravada na Itália, que contava com a presença de vários artistas locais, o grupo se tornou mais presente na cena do rap até gravar seu primeiro trabalho em 2002, com o marcante nome de “Antigamente Quilombos, Hoje Periferia”.

São cinco álbuns de estúdio, onde se destacam as faixas “Mano Chega Aí”, “Tem Cor Age” e “Fora de Foco”.  

SNJ

Formado em 1996 com: DJ Alex, Boca, Pelé, WF e Sombra, o “Somos Nós a Justiça” passou por algumas reformulações. Após desentendimentos entre os membros e uma pausa, retornou no ano seguinte com uma nova formação: Sombra, Cris, Rebeld, Minari, Cabeça e DJ Gilmar de Andrade. 

Mesmo convivendo com a mudança de membros ao longo dos anos, o grupo prosperou e lançou 6 álbuns ao longo dos anos, que lhes renderam alguns Prêmio Hutúz, entre eles o de melhor música de 2004 com a icônica faixa “O Show Deve Continuar”. Entre os outros sucessos estão “Se Tu Lutas Tu Conquistas” e “Pensamentos”.

Xis

Nascido e criado na Zona Leste de São Paulo, o rapper iniciou sua carreira musical no final dos anos 80, quando ainda era conhecido como X-Ato e criou o grupo DMN, com quem permaneceu até 1997 e participou da lendária coletânea “Consciência Black volume 2” (1992). 

Iniciou a carreira solo com o single “De Esquina” e não parou mais. São 6 álbuns solo e vários VMB da MTV Brasil. Em 2019, Xis foi nomeado o novo assessor de hip hop da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Suas faixas mais famosas são “Sonho Meu”, “Uns Mano e as Mina” e “A Fuga”.

Parteum

Fábio Luiz, o Parteum, é membro do Mzuri Sana e um dos melhores artistas do cenário nacional.

Ele está em contato com o hip hop desde a era de ouro, graças ao skate. Trabalha bastante com produção, e usa em seus raps o maior número possível de referências a cultura pop – principalmente as ficções científicas.

Quer conhecer melhor o trabalho de Parteum? Comece por “Skate no Pé”, “Raciocínio Quebrado” e “A Bagunça das Gavetas”.

Kamau

Marcus Vinicius Andrade e Silva começou a carreira em 1997, quando assumiu o nome artístico de Kamau, nome africano retirado de um livro que o DJ KL Jay tinha em casa.

Muito ativo e visto como referência dos MCs em destaque na cena atual e também admirado por veteranos, divide palcos e gravações com várias gerações do rap brasileiro e mundial. Entre suas obras, espalhadas pelos cinco álbuns cultuados que lançou até aqui em sua carreira de sucesso, destacam-se as músicas “Poetas no Topo 3.3, Pt.2”, “Lágrimas do Palhaço” e “Só”.

Rodrigo Ogi

Fechando a lista de hoje temos o ex-integrante do grupo Contrafluxo, que além de rapper é também cronista, beatmaker e “pixador”/graffiteiro. Após um período onde se dividia entre as rimas e o grafite, Ogi entrou de vez no rap em 2003, produzindo dois álbuns com seu antigo grupo e três em carreira solo. 

“A Dama e o Vagabundo”, “Premonição”, “Noite Fria” e “Profissão Perigo” estão entre seus trabalhos de maior sucesso. 

Viu só quanta gente ajudou o rap a chegar até aqui!? Que o exemplo destes importantes personagens continue reverberando nas novas gerações, abrindo portas para um olhar mais receptivo para essa arte historicamente tão marginalizada. Rima e Poesia são as armas da resistência e transformação.

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