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O Canto Livre de Nara Leão

Foto: Acervo da Cantora (1964)

Publicado em 02/02/2022

Diretor do projeto, Renato Terra conta mais sobre a série documental que refaz a trajetória de uma das cantoras mais influentes da música brasileira

Recebida com entusiasmo pela crítica especializada e pelo público, a série documental ‘O Canto Livre de Nara Leão’, disponível desde 7 de janeiro para assinantes do Globoplay, revela o talento e a personalidade de Nara. Dividida em 5 episódios temáticos, a série refaz a trajetória da cantora que rompeu preconceitos na música brasileira, desafiou a ditadura militar, revelou novos artistas e abriu caminhos para as mulheres de sua geração. 

Com depoimentos de Chico Buarque, Roberto Menescal, Fagner, Paulinho da Viola, Maria Bethânia, Edu Lobo, Dori Caymmi, Marieta Severo, Cacá Diegues, entre outros, ‘O Canto Livre de Nara Leão’ (produzida pelo Conversa.doc, núcleo de documentários do programa ‘Conversa com Bial’) tem direção de Renato Terra, que nos contou mais detalhes sobre o projeto, em entrevista exclusiva.


1 – Nos 5 episódios de “O Canto Livre de Nara Leão”, é possível acompanhar a trajetória de uma artista e uma mulher que sempre esteve à frente de seu tempo, sem deixar de ser  forte e doce. Como foi equilibrar a linguagem biográfica com uma narrativa mais sensorial?

Escolhemos usar o tom da Nara Leão em toda a série: suave, contundente e elegante. Isso norteou nossa sensibilidade. A gente sabia que não queria fazer uma série cronológica, didática. Há boas biografias que cumprem essa função. Nosso foco foi justamente traduzir esse tom da Nara em toda a série. As informações apareceriam aqui e ali inevitavelmente.

Foto: Nara em Copacabana (1958) Acervo da cantora

2 – Quanto tempo foi necessário para reunir as fotos e imagens da época, e ainda colher depoimentos de amigos e parceiros de Nara?

Começamos em maio de 2021 e entregamos a série em dezembro. Mas é importante destacar que o excelente trabalho de pesquisa foi feito por uma equipe dedicada e talentosa: Julia Scnhoor, Ferdinando Dantas, Priscila Serejo e Ricardo Calazans. Essa pesquisa foi fundamental não apenas para encontrarmos fotos raras, jornais, revistas e imagens em movimento da Nara, mas também ajudou a fazer as pautas das entrevistas. 


3 – Surgiram novas histórias que vocês não conheciam sobre Nara durante o processo de produção? 

Muitas histórias novas surgiram, praticamente em todas as entrevistas. O depoimento da Nara para o Museu da Imagem e do Som tinha muita novidade também. O José Bial, neto da Nara, também conseguiu ter acesso ao relatório do DOPS sobre a Nara. A Isabel Diegues, filha da Nara, foi consultora e também abriu muitas portas. 

Foto: Apartamento da Nara (1958) Acervo da cantora

4 – Na sua opinião, Nara ainda não teve a sua relevância artística devidamente reconhecida? 

O que me levou a fazer esta série foi a percepção de que Nara é uma das artistas mais importantes do século 20 no Brasil e não tinha o devido reconhecimento. Depois que a série foi lançada, recebi uma enxurrada de depoimentos emocionados de pessoas que descobriram a Nara. Tomara que ela nunca mais saia desse lugar relevante no coração das pessoas. 


5 – Depois de mergulhar nesse rico universo, como você definiria Nara Leão? O que acha que ela estaria fazendo hoje, artisticamente falando?

Nara conseguiu aliar talento e atitude como poucos artistas no Brasil. Tudo isso tendo como base um pensamento de que a liberdade é mais importante que tudo. Nara foi a voz da liberdade, no sentido mais generoso, democrático e afetivo da palavra. Hoje, Nara continuaria abrindo portas e fazendo o país refletir.

Foto: Show Opinião, Funarte (1964)

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