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Foto: Freepick

Publicado em 25/08/2021

A música e os games têm uma longa relação. Com a evolução dos e-sports, sua relação com a música também se transformou. 

 Há muitos anos que os videogames não são mais uma “brincadeira” de crianças que enlouquece os pais preocupados com a saúde mental e física dos filhos. A imersão proporcionada por esse tipo de jogo, que realmente cativa atenção dos jogadores por horas e mais horas, é justamente um dos principais fatores para explicar o sucesso da indústria, inclusive com um dedo certeiro da música nesta função.

A interatividade única dos videogames transformaram a indústria de nicho em um gigante mercado mundial de desenvolvimento, vendas de consoles e títulos, além da prática profissional dos chamados e-sposts, um combo que já superou o mercado de cinema e já rivaliza com os esportes tradicionais até na grade de programação da TV.

Quem vê este cenário próspero tem até dificuldade de imaginar que há poucas décadas os videogames eram apenas alguns pixel se movendo pela tela com simples efeitos sonoros, como no pioneiro Pong. Desde então, os sons ganharam mais complexidade, ajudando a criar experiências e aventuras mais profundas e imersivas, trazendo o jogador para o mundinho particular do jogo. Logo os sons já não eram suficientes e a queda de barreiras tecnológicas permitiu a inclusão de músicas, dando mais um salto na evolução dessa relação. 

Os anos 90 foram marcados pela presença forte do rock nos games, como no já clássico jogo de corrida Grand Turismo, que nas primeiras versões trazia um time de peso com canções de David Bowie, Placebo, Blur, Garbage, Hole, Moby, Stone Temple Pilots e The Cardigans. Um pouco depois, o GTA San Andreas trouxe a novidade que permitia ouvir rádio do carro dentro do jogo, ampliando a experiência realista proposta e dando mais liberdade de escolha. Já o grande marco musical dessa época foi o Guitar Hero, que com um controle imitando uma guitarra, deu vazão aos sonhos dos jogadores de se tornarem um rockstar. 

Pois o tempo passou, o mercado e a relação com os games evoluiu, com consequências também para a música envolvida. No passar dos anos 2000, um movimento de lan houses, onde os jovens podiam se reunir para jogar multiplayer conectados, deu início à indústria dos e-sports. Na última década as partidas saíram desse espaço, conquistaram a web e chegaram ao mainstream, onde movimentam multidão de fãs que lotam ginásios e estádios pelo mundo para assistirem seus atletas favoritos se degladiando em vários tipos diferentes de jogos competitivos.    

É nessa fase que ganha mais relevância não só a música de dentro do jogo, mas a que se escuta em paralelo ao jogo, como uma forma de relaxar, se concentrar ou até animar mais ainda a prática e, de alguma forma, ter um desempenho e resultados melhores. Nessa era, um novo estilo surgiu, se popularizou e conquistou um grande espaço. Falamos do trap, um derivado do rap, que mistura música eletrônica e caiu como uma luva para os jovens jogadores. 

A batida  do estilo parece entrar em sintonia com o ritmo desejado dos jogadores, proporcionando um maior foco na atividade e animando eventos. Não é à toa que nomes do trap e rap tenham sido os escolhidos para se apresentarem nos principais campeonatos, como: Mano Brown e MC Jottapê juntos no palco do Mundial de Free Fire em 2019, o DJ The Fat Rat tocando nos intervalos na final da ESL One Cologne de Counter Strike Global Offensive ou até o Emicida na final do CBLOL 2018.

Indo além, nosso associado DJ Alok já é tão identificado com o universo gamer, que até virou personagem do popular Free Fire. Então não é difícil acreditar que o reinado do trap e música eletrônica ainda vai durar um bocado, pelo menos até surgir a próxima novidade musical que conquiste também os fãs dos games. E você, joga videogame? O que gosta de escutar enquanto se diverte? 

Fonte: Nerdsite

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