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Filipe Soares

Publicado em 13/08/2021

Produtor musical e engenheiro de som, Filipe Soares já tem uma carreira reconhecida na indústria da música pop brasileira. Trabalhou com artistas como Luísa Sonza, Anitta, Diogo Nogueira e Martinho da Vila e já teve quatro nominações ao Grammy Latino.

Todo este sucesso, além do seu dom natural, vem da persistência em busca do sonho de viver de música. Começou a tocar violão ainda criança, aprendeu piano e, aos 20 anos, se apaixonou por engenharia de som e mixagem, sendo assistente por anos até se tornar engenheiro de gravação. A partir daí, cursou o Mix With The Masters na França, o maior curso de produção musical e engenharia de som no mundo, que agregou e aprimorou o seu talento.  Hoje, tem seu próprio selo, o Sonora, onde busca trabalhar com novos artistas do pop nacional e desenvolvê-los para o mercado.

Agora, junto à Universal Music, lança seu primeiro projeto autoral.  O projeto consiste na união do Produtor com artistas e composições assinadas pela Hitmaker, que já tem na bagagem sucessos interpretados por Anitta, Ludmila, Luísa Sonza e Pocah. O time também é composto por Bibi, de São Paulo, considerada compositora de grandes hits para Bruninho e Davi, Simone e Simaria, Luan Santana e Atitude 67, e por Bárbara Dias, que vem com trabalhos juntos a Vitor Kley, 3030 e Mc Rebecca.

A primeira música, “Insanidade”, está sendo lançada hoje em todas as plataformas digitais.  Interpretada por Rodrigo Suricato, atual vocalista do Barão Vermelho, a música é uma reflexão e crítica ao momento em que estamos vivendo.

Nesta entrevista com a Abramus, Filipe Soares conta um pouco mais sobre sua carreira e experiências, sobre seu novo projeto e o lançamento de “Insanidade” .

Você cursou o Mix With The Masters, maior curso de produção musical e engenharia de som do mundo. Como foi esta experiência e o que de mais importante te agregou?

Foi uma grande oportunidade, acompanhar o processo criativo e a filosofia de trabalho do “Jacquire King” entender o que está por trás de cada escolha no processo de produção musical. Costumo dizer que voltei ouvindo música de uma maneira diferente, e muito mais assertivo nas escolhas. Lembro que estudamos as sessões do disco “Chaos And The Calm” do James Bay “The Fall” da Norah Jones e “Only By The Night” do Kings Of Leon. Também acompanhamos a produção uma banda Local, da pré-produção a mixagem.

Depois de produzir grandes artistas, você lança seu primeiro trabalho autoral. Conte-nos sobre este projeto ?

Depois de trabalhar com tanta gente legal resolvi colocar no mundo algumas coisas que estavam aqui dentro ❤. Meu trabalho sempre foi de bastidores, vezes produzindo outras gravando ou mixando. Tive a oportunidade de participar de projetos nominados ao Latin Grammy, de trabalhar em Los Angeles, e estudar com grandes produtores e mixer como: “Jacquire King(Kings Of Leon, James Bay, Niall Horan), Joe Chiccarelli(U2, Jazon Marz) e Michael Brauer(John Mayer, Coldplay).

 Essa primeira música se chama “Insanidade” É um grito de socorro em meio ao caos, mas também um convite a olharmos para dentro de nós e refletir sobre aonde podemos melhorar como ser humano, e contribuir para uma sociedade melhor e mais justa.

A música Insanidade, interpretada por Rodrigo Suricato neste novo projeto é uma reflexão sobre nosso atual momento. Como foi o processo de criação e a escolha de Rodrigo para cantar a música?

Durante a pandemia fiquei praticamente 6 meses dentro de casa, tive tempo para pensar na vida, no que eu queria e tudo mais. Produzi alguns Beats e comecei a escrever algumas coisas, entrei em contato com a Bibi que é uma grande compositora de SP e resolvi ir até lá para compor algumas coisas, conversamos, mostrei alguns Beats para ela. Certo dia, quando ela desceu do avião, ela me mandou um áudio falando que estava com uma coisa na cabeça sobre o primeiro verso da música:  “De cima as coisas não são tão grandes assim” e sobre falarmos de Insanidade e etc. Fizemos um esboço e convidei o Suricato para ver a Base e a composição, pois eu achava a cara dele. Ele adorou e sugeriu algumas modificações no refrão e na harmonia, daí nasce “Insanidade”.

Como foi seu trabalho nestes quase dois anos de pandemia?

Foi bem difícil pois o mercado fechou no quesito Shows e etc… o contato com artistas no estúdio ficou cada vez mais reduzido. As gravações on-line se tornaram comum e as produções a distância também. Continuamos a fazer nosso trabalho se adaptando a nova realidade e com a perspectiva das coisas voltarem ao normal com a chegada da vacina.

Na sua opinião e pela sua experiência, o que faz uma música ser sucesso?

Acredito que uma série de fatores, mas o pilar é a canção. Como Quincy Jones disse: “todo nosso negócio é baseado em uma ótima música” Por isso gasto muito energia no processo de composição.

Que conselho você daria a um artista que está começando e sonha com o sucesso?

Seja você mesmo! Não tente copiar ou ser alguém que você não é. As pessoas têm o poder de sentir quem é de verdade, trabalhe duro, estude música e tenha paciência, pois a construção é dia após dia. Dê tempo ao tempo!

Confira aqui “Insanidade”

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