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Álbuns Visuais

Foto: zef art em Adobe Stock

Publicado em 21/07/2021

Tendência de álbuns cinematográficos ganha força dentro e fora do país, com expectativa de sucesso no streaming.

Eles não são exatamente uma novidade, mas uma nova onda de álbuns visuais têm chamado a atenção dos especialistas para as suas aplicações neste momento diferente em que a indústria musical vive. Para quem não está ligando o nome à pessoa, o álbum visual é um conceito híbrido de videoclipe com cinema, que além de promover as músicas, toma emprestado formatos e técnicas cinematográficas para conceder uma aura mais artística e conceitual ao trabalho. Diferente do que alguns pensam, não é necessário que todas as músicas sejam conectadas e formem uma narrativa única. Assim como no cinema, as possibilidades dos formatos são variadas, abrindo espaço para a criação artística do diretor e músico. Porém, algumas regras precisam ser cumpridas para que os especialistas o classifiquem como um álbum visual:

  • Ao menos 80% das faixas musicais devem ter um videoclipe;
  • A música deve ser reproduzida na íntegra (sem edição ou remix);
  • O conteúdo visual deve ser comercializado à parte (plataforma ou produto diferente). 

Há décadas o conceito é conhecido e posto em prática por grandes astros. Para citar só alguns: TommyThe Who (1976), The WallPink Floyd (1982), Sign ‘o’ the TimesPrince (1987) e Michael Jackson: BadMichael Jackson (1987). Porém, o formato acabou caindo em desuso e saindo dos holofotes, se limitando a lançamentos pontuais em nichos mais restritos. Pelo menos até a Queen B resolver fazer o seu. Pegando todos de surpresa, Beyoncé lançou em 2013 o álbum BEYONCÉ (exclusivo para o iTunes) com 14 faixas e 17 vídeos. Mesmo sem contarem exatamente a mesma história, os videoclipes são amarrados pela atmosfera semelhante que compartilham, conferindo maior densidade à obra.

Apesar de bem sucedido, o trabalho serviu mais como teste para o seguinte,  Lemonade (2016), lançado na HBO em horário nobre e maior expoente da sua carreira. Serviu também para iniciar uma nova onda de álbuns visuais que contou com a adesão de mais nomes de peso: Björk, Frank Ocean, Fergie, Fall Out Boy, Melanie Martinez, etc. 

Claro que o movimento também reverberou no nosso país. A primeira a lançar um álbum visual por aqui foi a nossa associada Luiza Lian, com o lindíssimo e independente meia-metragem Oyá Tempo (2017). Na sequência, tivemos o premiado Bluesman (2018) do Baco Exu do Blues (ganhador do Grand Prix do Festival Internacional de Criatividade de Cannes) e outros artistas de grande popularidade: Anitta (KISSES, 2019) e Marcelo D2 (Assim tocam os MEUS TAMBORES, 2020).

De fato, os álbuns visuais criam uma atmosfera única, enriquecem a experiência do consumidor e, por ter uma visão mais ampla da produção musical, dão ao artista a possibilidade de colocar mais de si e dizer mais o que quer se dizer além das linhas das músicas. O interessante de se observar é que parece que a era do streaming encontrou uma forma de dar vazão artística aos órfãos das capas e encartes dos vinis e CDs,  abrindo portas para um formato que tem tudo para crescer, não só nas plataformas musicais, mas também competir com filmes e séries pela atenção e admiração dos usuários dos serviços de audiovisual. Neste crescimento e consolidação dos streamings, provocados pela pandemia, não seria nenhuma surpresa vermos outros projetos de álbum visual se multiplicando, ganhando as telas e os corações dos fãs por aí.

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