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Elas na Música

Foto: Cristian em Adobe Stock

Publicado em 24/03/2021

Análise do papel das mulheres na música nacional ao longo da última década, destacando as conquistas e grandes desafios que ainda existem para alcançarmos a equidade entre gêneros.

Lançado no Dia Internacional das Mulheres, o inédito estudo do Ecad “O que o Brasil ouve – Edição Mulheres na Música” (veja completo aqui) analisa a participação feminina na música ao longo da última década.

Destacamos os pontos que nos chamaram a atenção e dão mais embasamento para esse importante mês de reflexão e luta por equidade.

Venha com a gente avaliar o longo caminho que ainda precisamos percorrer.

Um grande aumento…

  • Em 2011 tínhamos 27.653 mulheres na base de filiados do Ecad. Hoje são 385.940. É um crescimento expressivo de 1200%.
  • O maior crescimento foi na categoria de autoras/compositoras, que  saltou de 23 mil em 2010 para mais de 365 mil em 2020 (+ 1474%).
  • O número de musicistas mulheres cresceu 275% na década.
  • A parte de produção fonográfica e edição também apresentaram bons avanços, com crescimento na participação de mulheres de 212% e 473% respectivamente. 
  • 68,5% dos valores distribuídos às mulheres em 2020 foram para artistas brasileiras.

… Porém, ainda insuficiente

  • Apenas 7.1% dos valores distribuídos em 2020 foram destinados às mulheres.
  • Nos últimos 5 anos a média de participação feminina no top 100 autores com maior rendimento foi de 4%, caindo de 7% em 2016, para só 2% em 2020.
  •  Entre as 300 mil músicas mais tocadas nos últimos anos, apenas 14% têm mulheres entre os autores
  • Os homens ainda representam 85,1% da base de titulares do Ecad. Mulheres representam 11% e os “sem gênero” são 4%.

Com Garra e União

Por um lado, precisamos celebrar as conquistas. Crescimentos de mais de 1000% não são de se jogar fora. Porém, não dá para esquecer o quanto ainda estamos longe dos 50% de representatividade, com inclusive algumas quedas para assimilar. 

O  fato é que a caminhada existe e o papel da mulher na sociedade é cada vez mais respeitado. Mesmo que exista uma grande discrepância, a consistência da luta e a união vão continuar mudando a visão cultural, derrubando preconceitos e abrindo novas portas para que mulheres alcancem seus objetivos.

Como estamos destacando neste mês (veja aqui), exemplos de garra é o que não falta. Enquanto houver espaço para o debate e a compreensão de que a equidade representa um ganho para todos, haverá esperança de chegarmos ao equilíbrio.    

Fonte: Ecad

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