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Áudio 8D

Publicado em 06/01/2021

Desenvolvida nos anos 80 e com popularidade renovada após vídeo viralizar nas redes sociais, tecnologia permite sentir a música profundamente.

O nome é futurista e soa como uma novidade para muitas pessoas, porém a tecnologia de áudio 8D foi desenvolvida nos anos 80 pelo engenheiro argentino Hugo Zuccarelli, em um projeto de espacialização do som. 

Tá certo, não é algo novo, mas o que de fato é, como funciona?

Vamos lá. A maioria de nós já é familiarizada com o conceito de som mono (um só canal sonoro) e estéreo (dois canais, esquerdo e direito). O áudio 8D é um passo adiante, oferecendo camadas sonoras multidimensionais e causando uma sensação quase hipnótica de maior imersão na música, pelo menos assim afirma boa parte dos que testaram a tecnologia.  

No processo de gravação é utilizada uma uma cabeça artificial que conta com dois microfones instalados com 18 centímetros de distância um do outro, emulando os nossos canais auditivos. Isso gera um efeito de maior realidade, com a sensação de estar sendo envolvido pelo som que parece vir de várias direções em uma imersão bem profunda. 

Já deu vontade de testar né?!  Como dissemos, a técnica é dos anos 80 e fez sua estreia em grande estilo em 1983, com ninguém menos que a banda de rock Pink Floyd, no álbum “The Final Cut”. Tantos anos depois, o áudio 8D voltou aos holofotes ao ser utilizado pelo grupo Pentatonix na regravação de icônica música “Hallelujah” e rapidamente viralizar nas redes sociais. 

Então para tudo, ponha os fones de ouvido (pode ser do mais simples mesmo, apenas para isolar o som) e confira o resultado:

Impressionante, não é verdade?! 

Claro que não parou por aí. Em quase 40 anos a tecnologia também evoluiu, se refinando e até sendo rebatizada de 24D. O trunfo foi usado recentemente pela sensação americana pop Billie Eilish no hit “Bad Guy” (veja abaixo). Segundo especialistas, com uma indústria que já é praticamente 90% dominada por equipamentos digitais e com custos de mixagem progressivamente mais acessíveis, provavelmente será comum encontrarmos outros lançamentos por aí.

Também muito utilizada em jogos de realidade virtual (que já falamos por aqui) e vídeos em 360 graus, justamente por oferecer uma experiência imersiva, a técnica é considerada pelos usuários como uma fonte de relaxamento, ou até para ajudar a pegar no sono. Mesclando os conceitos de ASMR (o “orgasmo cerebral” que percorre o corpo ao ouvir o som) e Batida Binaural (“ilusão” auditiva de relaxamento, concentração ou sono), a tecnologia ressurge com um ótimo timing, já que as novas gerações são acostumadas a consumir música individualmente com fones de ouvido e estão sempre buscando formas de conciliar o entretenimento da música com algo mais. Por isso, não é difícil acreditar que o áudio 8D, 24D, ou até uma nova evolução, se torne uma tendência forte no mainstream. 

Por hora, sugerimos abrir seu serviço de streaming preferido, procurar por 8D e 24D, e se jogar nas várias opções já disponíveis. Para facilitar, já encontramos uma playlist atualizada no Spotify, com as música em 8D de 2020 que, com 7 horas de duração, te levarão em uma completa viagem hipnótica.

Fonte: Metrópolis

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