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Sintonizando com Nairzinha Spinelli

Foto: Direitos Reservados

Nair Spinelli é cantora, compositora, assistente social e pesquisadora do folclore infantil brasileiro há 40 anos. Com um projeto fascinante, o Cirandando Brasil, ela resgata, atualiza e devolve a cultura da Brincadeira Brasileira, aliando a música ao processo educacional. Nessa entrevista, Nairzinha conta um pouquinho da sua história, dos seus projetos e fala da importância da música principalmente nesse momento de pandemia.


Foto: Direitos Reservados

A Nairzinha sempre deixou a sua marca pessoal em todos os projetos que idealizou. Conta um pouquinho da sua história que tem no currículo mais de 200 composições e uma linda biografia que associa música a educação.

Desde criança gostei de música e de inventar canções, era mágico, tinha um ideia e começava inventar imagens faladas sobre as minha ideias, ai colocava música. Na juventude  me engajei em grupos de jovens e muito apaixonada pela mensagem de Jesus comecei compor. Procurei sempre falar do cotidiano de forma bela. Cheguei compor quase 200 músicas. Tive algumas experiências ótimas, gravei um Compacto duplo em 1976 nas Paulinas depois fiz 12 outros trabalhos, cantei com Padre Zezinho, e na minha cidade fui muito reconhecida. O Ápice da minha história foi quando a minha Ave Maria entrou no Cd “O mundo canta Maria”, que gravei na Itália  e  ESTIVE COM O PAPA JOÃO Paulo ll.  Mas na minha época dependendo da mídia católica, sendo mulher e do nordeste foi difícil. Fiquei sempre restrita a minha cidade. Conto essa história no site www.nairzinha.com.br.

Ao longo de mais de 40 anos de pesquisas, você desenvolveu um projeto incrível, o Cirandando Brasil, que resgata as cantigas e brincadeiras do folclore brasileiro. Como esse trabalho foi concebido e construído?

Também desde criança tive contato com o folclore brasileiro. Fui educada num projeto de arte e educação denominado Hora da Criança do Professor Adroaldo Ribeiro Costa . Lá tive contato com as cantigas de roda, quando chegava em casa tirava a melodia no meu pianinho azul, assim comecei criança,  a colecionar o folclore brasileiro.

Jovem, escolhi ser Assistente social e fui trabalhar com o povo, que celebra tudo cantando. Minha coleção foi se ampliando e resolvi estudar a brincadeira brasileira, hoje reúno num acervo cerca de 1.400 peças do folclore infantil brasileiro. Com esse acervo criei alguns projetos .todos ligados ao projeto Cirandando Brasil. Cirandando Brasil memória da brincadeira educamos cerca de 7.000 crianças que pelo folclore, aprenderam música, artes cênicas, literatura dança. Cirandando Brasil capacitação de multiplicadores realizamos 360 treinamentos para professores em geral e atingimos cerca de 36.000 professores. Cantamos em praças, parques, etc um show baile de cantigas de roda e brincadeiras cantadas em torno de 6.000. Construí um site www.cirandandobrasil.com.br. Hoje conto história no Spotify  “Nairzinha – Vovó Naná” contando histórias pra você dormir,  meu mais novo desafio um canal no youtube “Nairzinha Vovó Naná” onde pretendo repassar o conteúdo que ao longo da vida recolhi para quem se interessar.

Você acredita que nesse momento que estamos vivendo, com a pandemia e as crianças em casa, que o Cirandando é um conteúdo, que além de “educativo” é também “recreativo”, ajudando aos pais a se conectar com os filhos? Como está sendo a demanda disso?

Nunca fui tão solicitada, o podcast deu certo, nesse período sou acessada quase que diariamente por pais  e professores sedentos por repertório de brincadeiras para manter as crianças, eles pedem sugestão de brincadeiras, historias, brinquedos em geral.

Você criou, recentemente, um canal do Youtube chamado “Nairzinha, Vovó Naná”. Qual é o principal objetivo desse canal e qual, ao seu ver, é a importância das novas tecnologias (como o youtube e podcast para a educação nos dias atuais?

Ao longo de 45 anos estudei a brincadeira como cultura de humanidade. No canal do Youtube pretendo distribuir o conhecimento acumulado ao longo dos anos para as crianças seus pais e professores, contando a história dos brinquedos, das brincadeiras, ensinando as músicas, e trabalhando a brincadeira como conteúdo transversal que explica e veicula conhecimento rapidamente pelo lúdico.



Falando em Podcast, a Nairzinha também está no Spotify. Conta para gente como surgiu essa ideia, que acaba integrando o site, o youtube e as plataformas musicais.

Observe, a humanidade se educou pelas histórias, a cultura, os valores, as crenças e conhecimentos ao longo do caminho da humanidade, foram passados de geração em geração pelas histórias e contos  na tradição oral. Hoje na era  imagem, da cor , do som a comunicação vai muito pronta para a crianças. Quis fazer um caminho inverso, contar história no pé de ouvido somente com a voz. Desejo dar a elas o direito de imaginar o universo da   história, tudo por construir, dessa forma incentivar a imaginação a fantasia e a criatividade. O retorno tem sido maravilhoso. Ao fim da história, agora estou inserindo uma cantiga de ninar que eles estão simplesmente adorando.

Como você acredita que a música pode ajudar no processo de educação do Brasil?

A música é o perfume da alma, encanta, enternece, distrai, e passa mensagem e conhecimento. A música é mágica, vai na alma e leva vida.

Com tantas novidades, Youtube, Spotify, Portal, ainda tem espaço para inovações da Nairzinha? O que vem por aí?

Sempre tem. Aguardem os cursos, a história dos brinquedos que caminham com a humanidade desde 4.000 anos antes de Cristo como a Bola, o pião, os arcos e se criam e recriam e se adaptam a novos tempos. Creio que essa velha novíssima maneira de brincar tem muito a nos ensinar principalmente sermos mais humanos.


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Foto: Direitos Reservados

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