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Sintonizando com Thathi

Foto: Natália Arjones

Embalada pela pluralidade e riqueza da música baiana, a cantora e multi-instrumentista Thathi deu seus primeiros passos na música ainda criança. Cresceu e amadureceu pessoal e musicalmente munida de uma fonte de inspiração infindável construindo uma personalidade musical ímpar. Em entrevista exclusiva para a revista da Abramus, Thathi fala da sua carreira, inspirações e seu novo projeto, o Mulheres Que Tocam.


Foto: Elisangela Valesi

Culturalmente a Bahia é um berço infindável de talentos musicais. Do Axé, ao Rock e MPB, grandes artistas baianos marcaram seus nomes no cenário nacional. Como foi pra você começar a carreira aos 13 anos de idade cercada dessa pluralidade?

A Bahia é um verdadeiro caldeirão musical, foi aqui que nasceram diversos dos nossos grandes ídolos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethania, Gal Costa, Dorival Caymmi, João Gilberto, Daniela Mercury, Novos Baianos, entre muitos outros. A música sempre fez moradia em mim e, ainda criança, com 7 anos, já cantava. Fiz parte de uma banda infantil chamada Armação. Foi enriquecedor demais crescer em um ambiente musical tão diverso e inspirador!

O contato com vários estilos musicais, a originalidade e criatividade da nossa música fez com que eu me tornasse uma artista plural, mas com um jeito muito particular de fazer arte. O fato de também ser instrumentista, influenciou muito a construção da minha personalidade artística!

Aos 13 anos fui para estrada. Comecei a cantar em banda baile e fiz muito barzinho. Essa escola trouxe a experiência, amadurecimento e a vivência necessária para que eu pudesse seguir um caminho muito meu. Comecei a compor e gravar minhas canções, construir uma carreira autoral!

Cantora e multi-instrumentista, quais influências foram importantes para a construção da sua personalidade artística?

A música popular brasileira, sempre foi meu norte. Ouvia muito Rita Lee, Raul Seixas, Gilberto Gil, Caetano Veloso.

As vozes femininas inspiraram meu canto, entre elas, Gal Gosta, Elis Regina e Marina Lima. Apaixonada por guitarra desde criança, ouvi muito Rock and Roll. Chuck Berry, Jimi Hendrix e The Runaways, banda só de mulheres que trazia muita representatividade, mostrando que ali também poderia ser nosso lugar. Também ouvia muito o Armandinho Macêdo e sua guitarra baiana, além de Santana e Robertinho de Recife, que inclusive produziu o meu segundo disco, o HabiThathi.



Sua carreira conta com parcerias de grandes artistas. Qual delas mais te marcou? Há alguma que não realizou, mas gostaria?

Todos os encontros foram muito especiais, me sinto muito privilegiada em dividir o palco e histórias com alguns dos meus ídolos, como Caetano, Gil, Zeca Baleiro. No entanto, o que mais me marcou, foi o encontro inusitado que tive com Herbert Vianna em uma loja de instrumentos musicais no Rio de Janeiro, o que resultou em uma canção que fiz para ele e que tive a alegria da sua participação cantando comigo. Além disso, gravei um EP que levou o nome dessa canção e fiz dois grandes shows com Os Paralamas do Sucesso.

Antes inspirada, hoje inspiradora. Idealizadora de um projeto que tem como objetivo valorizar o protagonismo da mulher no mercado musical. Fale um pouquinho mais desse projeto e qual considera ser seu maior desafio?

O Mulheres Que Tocam é um projeto que criei para valorizar e dar mais visibilidade à mulher instrumentista. Entretanto, o projeto acabou tendo vários braços, como um programa de entrevistas, workshops, oficinas e uma banda feminina, onde toda a equipe é composta por mulheres, com um repertório feito só por composições de mulheres.

Toco guitarra profissionalmente, desde meus 13 anos, já enfrentei muito preconceito na estrada. Comentários machistas tipo: “Você toca muito bem, toca como um homem”.

Sei que não é fácil ser mulher e encontrar seu lugar de fala nesse universo tão masculino, isso ainda é um desafio diário para nós.

É importante estarmos juntas e reforçarmos que também temos nosso lugar e nosso papel na preservação da memória cultural através da arte.

O Blues e O Punk Rock marcaram épocas em que a música era porta-voz de causas sociais. O Mulheres Que Tocam resgata a arte como instrumento social?

Sem dúvida!

A música é um instrumento transformador, um veículo importantíssimo onde podemos nos expressar e alcançar muitas pessoas.

Nós queremos igualdade, respeito, ocupar nossos espaços, gerar empregos. “O Mulheres Que Tocam” é mais que um projeto musical, tem a proposta de ser um canal de divulgação e projeção das carreiras, além de reunir várias ações que reafirmam sua proposta de valorização da mulher e do social, como um trabalho de descoberta de talentos femininos em abrigos, orfanatos e asilos, onde levaremos música e desenvolveremos projetos.


Confira alguns outros destaques do trabalho da Thathi:

Recomece – Thathi / Bráulio Bessa (Participação: Ana Vilela)

Roda Gigante – Thathi / Khalil Goch (Participação: Saulo)

Jardim Japonês – Thathi (Microfonado)

Raiou – Thathi / De Maria (Participação: De Maria) (Microfonado)

Quero Ser – Thathi / Khalil Goch 


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Foto: Natália Arjones

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