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Sintonizando com Priscilla Alcantara

Foto: Direitos Reservados

Apresentadora, compositora, multi-instrumentista, cantora (dona de uma técnica vocal admirável) e ainda é considerada “fada sensata” por muitos devido a seus posicionamentos baseados no respeito e empatia. Suas canções falam sobre fé e relacionamento com Deus sem fazer questão de se encaixar em um rótulo, o que atrai público consistente dentro e fora da igreja.

O que não falta em Priscilla Alcantara é talento! Aos 8 anos participou (e venceu) do Código Fama, competição de talentos infantil. Seu destaque no show a levou ao México para representar o Brasil na versão mexicana do programa. E logo após iniciou sua carreira de apresentadora no Bom Dia & Cia. nas manhãs do SBT onde ficou até o ano de 2013, quando saiu da TV e retomou sua carreira musical.

Confira agora uma entrevista exclusiva de Priscilla Alcantara à Abramus!


Foto: Pedro Henrique

O álbum GENTE pode ser considerado um divisor de águas em sua carreira. Não somente por ter lhe dado mais projeção, como pela proposta em si, nas letras e na sonoridade. Como foi o processo das composições?

Os meus processos artísticos são sempre bem gradativos. Eu não trabalho com pressa, gosto de deixar minha música livre pra tomar sua própria forma do jeito que ela quiser. Conforme vou vivendo, vou escrevendo, até sentir que tenho o conteúdo ideal para ser compartilhado.

Uma curiosidade sobre o álbum GENTE é que as canções não citam Deus diretamente nas letras, mas a mensagem está implícita. De onde veio essa ideia e qual conceito você quis passar com isto?

Eu só quis explorar os horizontes que eu tinha como artista, mas nunca havia experimentado. Eu quis provar do poder da comunicação, testar outras possibilidades, viver mais da licença poética… Isso mostrou pra muita gente que o poder não está necessariamente no padrão, na demanda, mas na autenticidade e na liberdade.

A canção Empatia é a mais escutada do álbum nas plataformas digitais. Por que você acha que ela é a que mais caiu no gosto do público?

Na verdade, Empatia foi a música que escolhi como lead single do álbum, então automaticamente ganhou mais visibilidade que as outras. Mas a escolhi intencionalmente pelo desejo daquela mensagem viralizar.



Até poucos anos atrás era comum que os artistas lançassem álbuns inteiros, especialmente no meio gospel, e escolhiam uma ou duas faixas como músicas de trabalho e divulgação. Mas antes de lançar o álbum GENTE completo você já havia lançado alguns singles (Inteiro, Tanto Faz, Me Refez e Liberdade). Muitos artistas também têm feito isso, então gostaríamos de saber como você enxerga essa tendência do mercado?

Eu sou muito antiquada no diz respeito a música, apesar de eu ser nova (23 anos). Eu amo os processos manuais, antigos, o lado físico da música… Mas eu tenho me adaptado ao funcionamento do mercado atual. Procuro sempre proteger a expectativa do lançamento de um álbum, apesar de eu trabalhar com singles antes dele. A coisa do single é divertida e funciona. Mas serão sempre pequenas peças da verdadeira obra de arte, que é o álbum.

Apesar de ser considerada uma cantora gospel você não se encaixa exatamente nesse perfil e inclusive tem um público considerável que não é religioso. Como você enxerga essa segmentação que temos hoje, especialmente no Brasil, da Música Gospel e da Música Secular?

É algo em que estou inserida, mas não é algo em que acredito. É uma utopia da minha parte querer que nada do que eu faço seja rotulado pela indústria ou pelo público. Mas não é por isso que vou deixar de lutar pelo o que eu acredito. Eu creio que a religião levanta muitos muros em respeito à arte, que hoje eu tento derrubar para que a minha arte se comunique com mais pessoas do que a religião consegue fazer. Eu nunca vou rotular a minha própria arte, porque meu maior intuito é fazê-la chegar a lugares cada vez mais distantes. Eu sempre vou lutar pela minha liberdade artística.

Nas canções do EP “Final da história de Linda Bagunça” vemos uma abordagem clara do tema de saúde mental e estamos num momento em que a sociedade, em geral, está mais abertas a tratar deste assunto quanto a ajuda profissional. Como você vê essa mesma abertura na Igreja e como a música pode colaborar com isso?

A música é uma ferramenta que comunica tudo de forma muito clara e objetiva. A mensagem entra mais fácil na cabeça das pessoas através da arte. Por isso eu acho essencial que artistas façam arte sem justificava, mas que também a façam com propósito.



No final do ano passado você lançou “Girassol” junto com Whindersson Nunes, música que ele compôs num período difícil da vida dele. Fale um pouco sobre a experiência e o processo de gravar essa canção.

Foi algo muito especial, mas muito inesperado. Whindersson já havia me oferecido a música, mas eu não quis gravar por achar ser pessoal demais para ele e eu não queria sentir como se estivesse me aproveitando disso. Mas enfim, ele mesmo postou a gravação que eu havia feito só pra ele e depois disso não havia motivo pra não gravar oficialmente, uma vez que a música já tinha estourado. Ele é um amigo muito especial e que me deu a honra de ser voz para essa mensagem que traduz a alma de tanta gente.

Há o ditado que diz “em time que está ganhando não se mexe”. Daí você vem e faz justamente o contrário, lançando uma nova versão de “Girassol” (que já é muito boa) num curto espaço entre o lançamento anterior, com um novo arranjo em R&B, com direito a coral e um clipe todo em plano sequência… Claro que ficou incrível e o público amou isso, mas teve um porquê desse segundo lançamento?

Por questão de agenda, eu e o Whindersson não conseguimos dar continuidade nos conteúdos de Girassol (videoclipe, por exemplo). Por isso eu decidi fazer algum outro conteúdo relacionado a música, só pra desfrutar um pouco mais dela junto com o público.



O evento ASU (Até Sermos Um) leva o nome do seu primeiro álbum e tem se consolidado de forma muito positiva a cada ano. Quais são as suas expectativas para a edição deste ano e o que o público pode esperar?

Será o mais evento interativo que o Brasil já viu. Criamos um conteúdo extremamente artístico, onde o público participa de verdade. Muito trabalhoso mas tenho certeza que vai ser a melhor experiência da vida de quem estiver naquele estádio.


Confira alguns outros destaques do trabalho da Priscilla Alcantara:

Priscilla Alcantara – Tanto Faz (Videoclipe)

Priscilla Alcantara – Final da História


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Foto: Pedro Henrique

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