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A Força Feminina da Abramus.

Por Belinha Almendra

No mês em que se comemora o “Dia internacional da mulher” fomos descobrir um pouco mais sobre as profissionais que atuam no nosso dia a dia, mulheres de diferentes áreas e perfis, representantes da força feminina da Abramus. Nos quadros da associação, espalhados pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Brasília, Pernambuco, Paraíba e Piauí, 53,4% dos colaboradores são mulheres, além, é claro, das nossas agentes. Dos cargos de gestão estratégica, 60% estão nas mãos delas.  Vindas de diferentes experiências e backgrounds, elas são colaboradoras do departamento internacional, de TI, de Artes Visuais, de fonomecânico e digital, entre outros setores. Vamos ouvir algumas dessas vozes e o que elas têm a nos dizer.

( Créditos: Junior Soares)

“Minha formação universitária é em Arquitetura e Urbanismo. Trabalhei 10 anos na área da Construção Civil até decidir fazer um MBA em Gestão de Projetos e especialização em Gestão de Negócios. Foi quando surgiu a oportunidade de trabalhar na AUTVIS (Departamento de artes visuais da Abramus). Em relação a Direito Autoral, aprendi tudo no dia a dia da sociedade e com alguns cursos e seminários”, conta Fabiana Nascimento, Diretora de Artes Visuais. Fernanda Audi, Diretora de Operações, também investiu na qualificação profissional: “Sou formada em administração de empresas e concluí recentemente um MBA em gestão empresarial. Trabalhei por 18 anos em editoras de música e produtoras fonográficas e considero que essa experiência profissional e a formação acadêmica foram fundamentais para eu me preparar para o cargo”, conclui.

Ocupar posições de chefia é um desafio que as colaboradoras da Abramus encaram com seriedade e comprometimento. Roseany Fagundes, Gerente do Departamento Internacional, já havia trabalhado em uma editora musical multinacional e tinha familiaridade com a estrutura da Abramus: “O desafio maior foi criar o Departamento Internacional. Entender todas as regras de negócio da CISAC e adaptar o nosso trabalho a essas regras; conhecer as ferramentas específicas e a dinâmica do trabalho. Foi necessário muita pesquisa, leitura e a interação com pessoas de sociedades estrangeiras, que me ajudaram bastante no começo”, resume. Já para Patricia Cesario, Gerente de TI, “o grande desafio foi apresentar resultados a curto prazo, com total desconhecimento da indústria da música e da cadeia de gestão de direitos. Isso exigiu um considerável esforço inicial, pois além do entendimento do negócio, eu tive que me adaptar rapidamente à política organizacional da empresa e o seu estilo de gestão”.

( Créditos: Antonio Almeida)

O empenho da força feminina da Abramus se traduz em conquistas, listadas por elas com orgulho, como no caso de Rosangela Stoduto, Coordenadora do Departamento Fonomecânico e Digital: “Hoje, além da Kobalt, a Abramus Digital faz a arrecadação de direitos autorais fonomecânicos (físico e digital) para catálogos internacionais importantes, como os da BMG, Downtown, Songtrust, Harry Fox, SACM e SGAE, dentre outros. Também representamos mais de cem editoras nacionais para arrecadação dos direitos fonomecânicos digitais. A Abramus Digital tem contrato ainda com as principais plataformas digitais, como Apple, Spotify, Deezer, Youtube, Facebook, TimWe, entre outras.  São conquistas das quais tenho muito orgulho em ter minha parcela de participação”, comemora. “Fazer com que todos os artistas tenham acesso as informações sobre seus direitos é uma conquista diária”, diz Danielle Santos, Coordenadora do A&R, “mas a grande realização será quando nós (Ecad e Abramus), junto com nossos associados, conseguirmos conscientizar os usuários de música sobre a importância do direito autoral”, complementa. Ver o trabalho diário reconhecido, para Roseany Fagundes, é primordial: “Sabe o que considero a minha mais importante conquista, aquilo que me mostra que tudo valeu a pena? O reconhecimento, não apenas das pessoas que trabalham comigo mas, principalmente, das que trabalham em outras associações. Ser ouvida nas reuniões técnicas e sentir que minha opinião é relevante”.

( Créditos: DR – Direitos Reservados | Junior Soares)

A dupla jornada de trabalho – em casa e no escritório -, é uma realidade. “Na verdade, sempre tive tripla jornada. Por minha área de atuação ser complexa, sempre incluí uma terceira jornada, que é a educacional. Mesmo pressionada pelo acúmulo de atividades e pelas exigências, mantive uma percepção positiva a esse respeito, nunca foi um peso, mas uma questão de realização e satisfação”, conta Patrícia Cesario. Traçar uma meta e seguí-la com determinação é a receita de Ana Carla, Gerente de Controle Operacional: “Com certeza não é fácil, mas podemos muito mais do que imaginamos, basta ter força de vontade e começar. Precisamos aceitar que a casa não vai ficar sempre arrumada e conviver com isso. Fazer as escolhas e equilibrar as importâncias. Mães que trabalham sempre acham que estão devendo alguma coisa, mas tudo vai dar certo no final. Descobri que meus filhos têm muito orgulho de mim e que outras mulheres se sentiram inspiradas e também correram atrás de seus sonhos”, comemora.

Todas concordam que investir na capacitação profissional é a chave para o crescimento da presença feminina no mercado de trabalho. Para Érica Domingues, Gerente de Documentação e Retidos, “Compartilhar o que se sabe também é uma ótima maneira de se desenvolver ainda mais. Por mais que tudo pareça complexo e repleto de desafios, no meio corporativo não existem fórmulas mágicas e prontas, suas observações e análises poderão contribuir, sempre”. “Essa é uma meta para todas as sociedades de gestão do mundo”, reforça Fabiana Nascimento. “Até a própria CISAC (Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores) criou o Women@CISAC para lidar com o tema. E não estamos falando que mulheres são mais capazes ou eficientes que homens. Estamos falando sobre oportunidades iguais”. Fernanda Audi endossa: “Investimento na capacitação e no background profissional ajudam muito, e adicionaria a nossa capacidade de adaptação às mudanças (positivas e negativas), e a nossa coragem”.

( Créditos: Antonio Almeida | Junior Soares | Antonio Almeida)

Para as profissionais que estão começando agora e sonham entrar para o time da Abramus, Yris Bruna manda um recado: “O meu conselho é que ela se capacite bastante, invista em habilidades comportamentais, proatividade, comunicação e liderança”. “Sempre quando alguém se junta ao nosso time é mais uma oportunidade de inovação. Meu conselho é realizar as atividades com muita atenção e responsabilidade, sempre se atualizar e ter muita boa vontade”, endossa Danielle. Para Ana Carla, persistir e seguir adquirindo conhecimento é fundamental: “Se não der certo na primeira tentativa, tente novamente”. Alguns sociólogos e historiadores garantem que o porvir das sociedades mais desenvolvidas será um “futuro mulher”. “Já estamos nesse processo”, afirma Rosangela. “Atualmente, mesmo com tantas diferenças e todo tipo de preconceito, nós mulheres já temos grande influência no mercado de trabalho, na política e na sociedade”. “Não apenas me vejo, como já faço!”, pontua Érica. “A figura da mulher, em todas as áreas, é sempre fundamental. Nas corporações também, inclusive na solução de conflitos e impasses, com leveza e sabedoria. Não apenas as empresas se tornarão lugares melhores, mas o mundo como um todo se tornará um lugar melhor para se viver”. Para Yris Bruna, a mulher hoje cuida, escuta, tem empatia: “Eu me sinto totalmente inserida nesse processo, com muita luta, conquistando a minha independência e liberdade”“Temos capacidade para realizar qualquer tarefa, aprendemos na marra a fazer gestão, a lidar com o tempo, prazos, vontades, mudanças de última hora”, pontua Roseany. “Antes, os nossos pais queriam que aprendêssemos a cozinhar, lavar, passar, cuidar dos filhos. Hoje nós preparamos nossas filhas para serem CEOs, cientistas, para serem o que elas quiserem. E educamos nossos meninos para que não discriminem suas amigas, irmãs, namoradas, para que respeitem o ser humano”, resume, com sabedoria.

Colaboradoras da unidade São Paulo (Foto: Junior Sores)
Colaboradoras da unidade Rio de Janeiro (Foto: Antonio Almeida)

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