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Álbuns em Queda.

Pesquisa recente realizada pelo Deezer revela que o formato tradicional de álbum talvez não seja mais o ideal. Com poucas pessoas investindo seu tempo em ouvir um completo nos serviços de streaming, acende o sinal amarelo da indústria.

O crescimento dos streamings, em contrapartida ao declínio das mídias físicas, aguça a preocupação quanto ao futuro do formato de álbum para o consumo de música. 

Pelo segundo ano, no Reino Unido, a indústria se reuniu em prol desta questão através do Dia Nacional do Álbum, realizado no último dia 12. Esta edição trouxe como tema o “Don’t skip” (não pule a faixa). Antenado com as preocupações da indústria, o Deezer se adiantou e realizou uma extensa pesquisa com os fãs de música locais e levantou números bastante reveladores.

Basicamente descobriram que metade das pessoas não ouvem mais um álbum inteiro como faziam três a cinco anos atrás. Dos 2.000 adultos entrevistados no Reino Unido, 42% estão simplesmente colocando suas músicas favoritas para tocar no modo aleatório em uma playlist, ou ouvindo músicas individuais específicas quando têm vontade. Nos mais jovens (abaixo de 25 anos) este número sobe para 55%.

A pesquisa ainda revelou que 15% dos fãs de música nesta faixa etária nunca ouviu um álbum inteiro! Por outro lado, 25% deles acreditam que, sendo fãs do artista, se sentem motivados a consumir um álbum completo no futuro.

Os dados levantados dentro da plataforma mostram que a situação no Reino Unido é particularmente incômoda, uma vez que a média de consumo diário de música fica em apenas 17 minutos, quando mundialmente este número chega a 26. Porém, 82% de todos os entrevistados já ouviram pelo menos um álbum inteiro e os principais lugares onde fizeram, ou fazem, isso são: em casa (53%), no carro (32%) e caminhando (14%).

Outras curiosidades são que apenas 27% das pessoas escutam o álbum da forma que o artista planejou, seguindo a ordem descrita das músicas, sem usar o modo aleatório. 74% afirmaram que seria mais provável ouvirem um álbum completo, caso fosse para depois acompanhar a performance ao vivo do artista. 32% deles já fazem isso antes de ir para o show. 

É inegável, que com a vida cada vez mais corrida e a praticidade oferecida pelos serviços de streaming, parar para se escutar um álbum completo seja uma atividade improvável de vermos atualmente. Por outro lado, é visível a relação entre o consumo de um álbum e o nível de adoração dos fãs. Ele continua sendo uma forma de aproximar o artista do seu público, em um trabalho mais pensado, completo e aprofundado. 

Os álbuns não vão acabar. Assim como tantas outras partes do mercado fonográfico, passa por uma transformação. Estão mais curtos, muitas vezes adotando a versão de EP. Nesta transição, parte do trabalho é convencer o público dos benefícios de se investir um pouco mais de tempo e atenção ao se consumir um álbum com a mensagem completa do artista. Pode ser uma atividade de relaxamento e reflexão, que transcende o simples ouvir música. Um prazer muitas vezes desconhecido dos mais jovens, que não sabem o que estão perdendo.   

Fonte: Music Week

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