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É do Brasil! Aposta dos festivais em artistas nacionais rende mais público.

Motivados pela alta do dólar e impulsionados por uma geração nacional talentosa, festivais de música do país assistem admirados o público comparecer em massa para curtir seus ídolos brazucas. 

O Rock in Rio, maior festival de música do planeta, acabou de encerrar mais uma edição bem sucedida, reforçando uma tendência que vem ganhando força nos últimos anos. Mesmo com as grandes atrações internacionais fazendo um grande barulho, os artistas brasileiros ocupam cada vez mais espaço e destaque, arrastando uma multidão de fãs.

Se no começo da década a regra era trazer artistas de fora para garantir o sucesso de um festival musical, nos últimos cinco, seis anos, o cenário sofreu uma boa guinada. Inicialmente motivadas por uma alta do dólar, as produtoras destes eventos foram obrigadas a mudar de estratégia, mas logo viram que o caminho que se apresentava poderia ser um verdadeiro mapa da mina.

Festivais como o Meca, mesclavam, desde 2010, atrações nacionais e internacionais, sempre com um foco nos gringos. Porém, em 2016, impactado pela questão financeira, realizou em Inhotim uma edição apenas com os brazucas e perceberam que a aposta deu surpreendentemente certo. Replicando o formato e levando para novos públicos, o festival já obteve um aumento de receita de 30% nos últimos dois anos. O plano é realizar eventos bianuais, em cidades que ainda não receberam o festival, e levar para os Estados Unidos esta verdadeira invasão tupiniquim.

Outro festival, o Rock The Mountain (Itaipava RJ), em 2013, na sua primeira edição, tinha um lineup internacional, inspirado no icônico Coachella. Também sofreu com a alta do dólar e foi obrigado a não realizar o evento em 2016 e 2017. Ano passado, com uma nova produtora, virou a chave para a potencial do artista nacional, atraindo um público de 7.000 pessoas. Este ano já foram 12.000 ingressos vendidos e a tendência é continuar aumentando. 

Exemplos é o que não falta. Queremos! e Coala são outros que abriram os olhos para a onda verde e amarela e já colhem os frutos do crescimento exponencial de público e renda que ela leva. É uma tendência, que, além do motivador financeiro inicial, tem outros fatores para dar certo.

O principal é que vivemos um grande momento da nossa música. Tanto através de artistas consagrados, que aprenderam a se comunicar no ambiente digital, quanto com uma nova geração, que já nasceu online. Eles usam, de forma maestral, toda a força das redes sociais e ocupam seus nichos no midstream (veja mais aqui) com uma relação madura com sua fanbase, sempre ávida por prestigiar seus ídolos. 

A tendência de um crescimento de demanda por ídolos locais já havia sido reportada pelo IFPI (falamos disso aqui). Não poderiam estar mais certos. Claro que grandes estrelas mundiais continuam atraindo público, mas é preciso enxergar o cenário como um todo. Em um país do tamanho do Brasil, nem sempre é fácil ter acesso aos eventos que eles comparecem, já que são em números reduzidos e geralmente em capitais. É mais interessante dar espaço para o talento dos nossos artistas, que provam constantemente terem a admiração do público e conseguem uma pulverização muito maior, tanto em frequência quanto geograficamente. 

Vivemos uma redescoberta do Brasil, feita pelos próprios brasileiros. Nossos artista, além de talento de sobra, obviamente entendem e se comunica melhor com o público daqui. Canta suas mazelas, ressalta suas belezas e aplaca suas angústias. Então é hora de aproveitar e, assim como os surfistas da Braziliam Storm, pegar essa onda no seu melhor momento. 

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Fonte: Folha

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