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Novos Piratas.

O mais recente relatório do IFPI revelou uma triste e preocupante realidade. Mais de um terço dos jovens consomem música de formas piratas. O problema acende um sinal amarelo, porém não retrata o cenário total. Outros números animadores também foram revelados.

Navegando em águas perigosas

O IFPI, organização que representa a indústria da música globalmente, lançou recentemente o seu relatório anual sobre o consumo de música no mundo, que realiza entrevistas com mais de 34.000 pessoas de 21 países. Apesar do crescente consumo legal via streaming, números alarmantes da pirataria como uma coisa corriqueira foram apresentados.

De acordo com o estudo da instituição, 34% de todos os jovens entrevistados entre 16 e 24 anos admitiram usar aplicativos ou serviços que copiam música ilegalmente através do chamado “stream ripping”, modelo mais utilizado de pirataria atualmente. A técnica ironicamente funciona quase como um serviço de streaming tradicional, porém compartilhando as músicas entre os usuários piratas, sem nenhum envolvimento dos artistas, ao invés de usar uma base de músicas controlada, que repassa os valores dos direitos autorais.  

Infelizmente os números gerais de infrações não são muito melhores. Enquanto 38% de uma faixa mais jovem dos entrevistados usaram alguma forma ilegal, desanimadores 27% de todos os entrevistados fizeram o mesmo. 

Depois da tempestade…

Por outro lado, o relatório também trouxe boas notícias. O consumo legal de música via streaming continua aumentando em todas as faixas etárias, incluindo os mais velhos, que tinham alguma resistência com o novo formato.

Pela primeira vez, o estudo revelou que mais da metade dos ouvintes do mundo, na faixa entre 35 e 64 anos, aderiram a algum serviço de streaming no último mês antes da pesquisa. É um aumento de 8% em relação ao ano passado, alcançando a casa dos 54% das pessoas destas idades.

O crescimento de consumo legal entre os jovens de 16 e 24 anos aumentou menos (5%), mas isso se deve a uma margem muito menor para crescer, já que nesta faixa etária a penetração dos serviços de streaming já chega a 83%. 

O lado pago dos serviços legais também apresentou um bom desempenho, passando da metade dos usuários mais jovens (52%). No geral, tanto a forma gratuita, quanto paga, considerando todas as faixas etárias, apresentou um crescimento de 7%, confirmando a expectativa de pleno avanço do modelo.

Correção de rota necessária

Mesmo com os já aguardados bons números do crescimento do consumo legal, é necessária a conscientização em relação a prática da pirataria. Uma boa parcela dos artistas da indústria musical depende, quase que exclusivamente, da captação dos recursos gerados pelo pagamento dos direitos autorais. Esta é a fonte de renda que permite a perpetuação do seu trabalho, o que move a indústria. Pirataria quebra a roda do mercado, o que prejudica a todos, inclusive aos piratas.  

Com toda a comodidade que os serviços de streaming legais oferecem aos seus usuários, pagantes ou não, permitindo acesso a uma infinidade de músicas a um clique de distância, era de se esperar uma diminuição no número de práticas piratas. É necessário educar a população, principalmente os jovens, para os perigos desta prática corrosiva. Trabalho que continuaremos realizando em nossas postagens, na esperança de reverter este quadro e gerar uma ambiente saudável e justo, onde todo o trabalho dos artistas é recompensado. Contamos com a sua participação. A música depende disso!

Fonte: Variety

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