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Deezer propõe um novo modelo de remuneração para os artistas.

Baseado nas ações e comportamentos do usuário, o sistema é considerado mais justo pela empresa e deve começar a ser implantado já no começo do ano que vem.

Um verdadeiro Oceano

Os serviços de streaming de música são uma revolução no mercado fonográfico. Isso todos nós já sabemos e não cansamos de repetir. Como toda tecnologia disruptiva, que cria um ambiente totalmente novo e inexplorado, demanda uma série de adaptações e criação de novos hábitos. Todos os elos da cadeia deste mercado; desde os artistas, passando por gravadoras, associações, editoras e finalmente os usuários, são impactados pelo novo modelo, que abre um verdadeiro oceano de caminhos possíveis e decisões a serem tomadas.

Todas estas incríveis mudanças ocorreram basicamente nos últimos cinco anos, o que é pouco tempo, mas em um mundo de avanços tecnológicos extremamente acelerados, fica até difícil acompanhar e avaliar cada passo. Por isso é preciso agilidade e praticamente continuar construindo este avião em pleno o voo. 

Um dos Caminhos

O Deezer, um dos pioneiros deste mercado inovador, enxergando o seu papel como um dos responsáveis em dar as cartas e ditar os próximos passos, decidiu propor um novo modelo de remuneração para os artistas. 

Batizado de UCPS (User Centric Payment System), é simplesmente um sistema de pagamento centrado no usuário. De forma mais direta, ele remunera o artista individualmente por cada play que os usuários dão em suas músicas, em oposição ao modelo atual, que faz um cálculo mais genérico baseado no market share.

A empresa, através das palavras do seu chefe de conteúdo e estratégia (Alexander Holland) e do CEO (Alexis De Gemini), considera um modelo mais justo, que vai equilibrar a distribuição de receita entre os artistas de grande público e os de nicho.   

Primeiros Passos

Baseado em Paris e líder do mercado francês, o Deezer quer começar a aplicar as novas regras por lá, em um modelo de testes, já no começo de 2020. De acordo com os estudos e cálculos apresentados pelos executivos da empresa, o modelo atual privilegia os artistas de grande apelo comercial, consumidos massivamente pelos jovens, enquanto aqueles artistas que são consumidos por um público mais velho, com um gosto musical mais específico e pontual, praticamente não tem nenhuma renda dentro das plataformas de streaming.

Em suas projeções, o impacto inicial representará uma diminuição de 10% na receita dos artistas de massa, mas em contrapartida um aumento de 30% na outra ponta, dos artistas de nicho. Além de equilibrar a balança, o timing da proposta é considerado o ideal. Como as previsões para o ano que vem são de um crescimento dos lucros dentro do Deezer na casa de 30%, os grandes artistas ainda receberão 25% a mais que em 2019, sem motivos para preocupações e reclamações exageradas. É o momento certo para este tipo de ajuste, aproveitando o mercado em plena ascensão. 

Tempo ao Tempo

Como já falamos, este ambiente digital é muito novo, e suas regras estão ainda em formação e em constante evolução. A proposta do Deezer é apenas uma entre as infinitas possibilidades. É uma experiência que vai demandar tempo para chegar a conclusões concretas. 

Mesmo com outros possíveis benefícios, como um estreitamento na relação do artistas com seu público, que passa a enxergar de forma mais transparente o destino do seu dinheiro, ou o combate aos bots, que fraudam o sistema atual e seriam extintos no novo modelo, ainda há muito debate a ser feito e pontos a serem levados em consideração. 

O Deezer convida todos a entenderem melhor a proposta em seu site (veja aqui) e entrar na discussão nas redes sociais através do hashtag #MakeStreamingFair. Pode ser o primeiro passo para uma nova fase da era dos streamings, ou só uma experiência passageira sem grandes impactos no cenário global. Só o tempo dirá. Nós vamos continuar acompanhando de perto e trazendo para você o desenrolar desta história.

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