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Música 4.0!

O novo formato padrão de consumo musical, através dos serviços de streaming, tem um grande impacto na geração Z e nos millennials. Os gostos e as relações com os gêneros musicais não são mais os mesmos.

Uma longa história

A música nos acompanha desde os primórdios. Seu consumos foi, por longo tempo, exclusivamente ao vivo e com uma abrangência bastante limitada. Só era possível apreciar a música no momento e local específico em que estivesse sendo tocada. Por séculos, ou talvez milênios, esta foi a única forma de se consumir música.

Com o advento da tecnologia, duas novas formas revolucionaram o consumo e praticamente criaram um mercado em volta da música. São o rádio, que permitiu chegar a um público maior e mais distante, e a gravação, que deu a opção de registrar para a posteridade e se ouvir quando quiser suas músicas favoritas. No último século as duas mídias deram um novo sentido para a música dentro da sociedade.

Porém, como já dizia o poeta, o tempo não para e na última década uma outra revolução começou. O streaming trouxe um novo fôlego para o mercado já um pouco desgastado e impactou profundamente na relação que, principalmente, as novas gerações (Z e millennials) têm com esta nova versão 4.0 da música.   

Sem gênero?

Em uma série de pesquisas realizadas nos Estados Unidos desde 2015, algumas descobertas interessantes foram feitas em relação ao comportamento dos jovens no seu consumo de música. A primeira, e talvez mais impactante, é o “enfraquecimento” no conceito de gênero musical. 

Até bem pouco tempo atrás era difícil imaginar um adolescente que não quisesse ser aceito por um grupo, e a música sempre refletia isso. Os gêneros musicais eram usados como uma forma de identificação coletiva, mas também eram pontos de polarização. Quem era do metal não podia ouvir pagode de jeito nenhum, ou seria rechaçado pelo grupo. 

Muitas rádios eram divididas por gênero musical, destinadas a agradar uma fatia específica. As mídias físicas, por sua vez, ajudavam a manter este padrão. Comprar um disco ou CD de outro gênero representava um risco de um investimento financeiro fracassado. Claro que existem exceções, mas basicamente era essa a relação.

Os próprios artistas sofriam uma pressão neste modelo. Era preciso escolher seu gênero musical e seguir rigorosamente nele, caso quisesse ter sucesso neste mercado. As mudanças eram raras e vistas como um risco desnecessário. 

Já o streaming explicita os valores diferentes de uma nova geração. Jovens, que muitas vezes preferem não se identificar por um determinado gênero, têm mostrado que seguem a mesma linha em relação ao consumo musical. Como tem todos os gêneros disponíveis a um clique de distância, e sem o compromisso de gastar individualmente para experimentar uma coisa nova, praticamente aboliram o consumo por gênero. A onda agora é ouvir música por momento.

A playlist do momento

As playlists criaram um novo conceito. Não importa se é funk, rock, pop, ou sertanejo. O importante é a vibe da música, as sensações que desperta. Por isso vemos pipocarem, em todas as plataformas, playlists para cada momento do dia-a-dia. Para estudar, para ir na academia, para um churrasco com os amigos; as opções são inúmeras e todas misturam os gêneros sem complicação. 

Um muro caiu, e os jovens mostram que não tem mais aquele artista ou gênero preferido (quase 90% afirmam isso). Se permitem experimentar mais livremente, sem tanto medo do julgamento ou de perder dinheiro no processo. Esta pluralidade de gostos ecléticos é o que dita a tendência do mercado, e os artistas já perceberam isso.

Misturar para conquistar

Não é à toa que os “feats”que se proliferam hoje, são muitas vezes entre artistas que, até pouco tempo, não imaginaríamos ver juntos. Rock com samba, funk pop, sertanejo com pagode. É até difícil distinguir um do outro atualmente. Os novos artistas também ficam difícil de classificar, e os mais antigos mostram novas faces. Claro que ainda existe um mercado e regras a serem seguidas, mas são muito mais brandas, sem grandes obrigações. 

No país da miscigenação, a música finalmente alcançou um novo patamar. Com mais colaboração e liberdade criativa, os artistas, que também surfam na forte onda da música independente (veja mais aqui), podem explorar novos caminhos e ajudar a música a evoluir rapidamente. 

Da mesma forma que as tecnologias evoluem em uma aceleração exponencial (uma revolução que levava séculos, passou para décadas, anos e pode acontecer amanhã!), a música também parece seguir o mesmo caminho. Não é difícil imaginar que a música 5.0 esteja logo ali, virando a esquina. 

Mal podemos esperar! 

Fonte

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