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Apple Music for Artists

Visando estreitar as relações com os artistas, a Apple concluiu o novo serviço e continua sua caminhada em busca de uma fatia maior do mercado.

Foi mais de um ano de testes, mas finalmente a versão final do Apple Music for Artists chegou. Tanto na plataforma on-line (veja aqui), quanto apps dedicados para iPhone e iPad e adaptado para aparelhos Android, estão disponíveis para os artistas números valiosos do consumo da sua música dentro da plataforma da maçã.

Qualquer artista que tenha seu trabalho disponibilizado no Apple Music, pode saber, por exemplo: dados geográficos, faixa etária do público principal, o número de reproduções diárias, número de inclusões em listas de reprodução, quantas vezes as faixas foram compradas na iTunes Stores, número de visualização de vídeo, entre outras coisas.

Para alguns pode parecer um pouco irrelevante, já que o Spotify e outras plataformas oferecem serviços semelhantes. Porém, é um movimento estratégico fundamental para os planos de expansão da empresa. Precisamos lembrar que a plataforma tem muita força no poderoso mercado dos Estados Unidos, onde boa parte dos usuários e artistas consomem quase que exclusivamente os produtos da empresa. 

Manter esta boa relação dentro do seu mercado nativo é fundamental. Oferecendo este tipo de informação ao artista, atrai o interesse deles em disponibilizar seu trabalho, com a possibilidade de visualizar o real sucesso e dando ferramentas para desenvolver e ajustar estratégias de divulgação. Isso também ajuda a plataforma a consolidar a base de usuários, afinal, eles querem uma plataforma onde as músicas e os grandes lançamentos estão.

Vale lembrar que o serviço é disponível para o mundo todo (mais de 100 países). É possível rastrear a origem da reprodução (inclusive no nível de cidades), um feature que abre portas para o mercado internacional onde a empresa ainda tem muito o que crescer.

Muito bem! É um passo importante para o Apple Music, mas é inevitável pensar que está um pouco atrasado. Por isso é preciso se destacar de alguma forma. Então vamos avaliar seu desempenho em relação ao principal concorrente, o Spotify for Artists (fonte: hypebot.com):

  • Ambos são destinados para os artistas e suas equipes, não necessariamente para os selos musicais;  
  • O Spotify possui o Spotify Analytics, esse sim desenvolvido para os selos e outros parceiros que tenham vários artistas sob seus cuidados;
  • Enquanto o Spotify disponibiliza mais métricas e dados, o Apple Music tem mais flexibilidade na hora de gerar relatórios sobre os usuários e fazer comparações;
  • O suporte do Spotify ao artista possibilita uma maior customização de sua página;
  • Ele também tem um sistema mais integrado, que regularmente envia notificações sobre as playlists onde a música foi adicionada ou metas de audiência alcançadas.

Pode parecer que a disputa está perdida, mas a Apple certamente está trabalhando para diminuir esse gap e ainda possui algumas cartas na manga. Ele integrou os dados do Shazam (serviço de reconhecimento de música comprado pela empresa em 2018) à sua plataforma, dando informações extras, que podem vir a ser interessantes nas próximas fases de estratégias de marketing.

Resumindo… Talvez não seja esta a grande mudança que pode dar uma vantagem ao Apple Music na disputa, porém é um passo importante. Mostra que está preocupado em oferecer um ambiente benéfico para o artista, o grande vencedor neste momento. Com esta nova base de dados, as estratégias e alinhamentos de carreira podem ser muita mais assertivos. Então, você que é músico, use seu Apple ID, se cadastre, e entenda melhor os caminhos que a sua música percorre por aí.

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