Ele é! João Roberto Kelly, o rei das marchinhas.

Faça parte da maior associação de música e artes do brasil

ASSOCIE-SE

Faça parte da maior associação de música e artes do brasil


ASSOCIE-SE PESQUISA DE OBRAS CADASTRO DE OBRAS ISRC
VOLTAR

Ele é! João Roberto Kelly, o rei das marchinhas.

Autor de “Cabeleira do Zezé” e várias outras, João Roberto Kelly é o rei das marchinhas. Às vésperas do carnaval, sua linda carreira merece ser relembrada.

São 80 anos de vida, com a maior parte deles dedicados à música. Nasceu no bairro da Gamboa, no Rio de Janeiro e desde cedo começou sua educação musical. Aos 11 anos teve as primeiras aulas de piano com a mãe e a avó e mais adiante continuou sua formação musical no Conservatório Brasileiro de Música.

Aos 23 anos teve suas primeiras músicas gravadas pela diva Elza Soares, ganhando muita projeção e sendo gravado também por Elizeth Cardoso, o que abriu as portas para sua entrada na televisão. Lá musicou a abertura e quadros de vários programas, chegando a produzir e apresentar os programas Noites Cariocas e Musikelly.

Foi nesta mesma época que sua saga com as marchinhas começou. Jorge Goulart gravou “Cabeleira do Zezé” (composição sua com Roberto Faissal) e anos mais tarde interpretou “Joga a chave, meu amor”. Nasceu assim o rei das marchinhas, músicas simples de extremo bom humor, que não saíam da boca dos foliões. Como esquecer outras composições como “Mulata iê-iê-iê”, “Maria Sapatão”, “Colombina”, “Bota a Camisinha”, “Dor-de-cotovelo”, “Israel”, “Pororopó-pó” e “Dança do bole-bole”?

Os anos passaram e João continuou sua bem sucedida carreira, tanto na televisão, quanto na composição e parceria com grandes músicos. Ademilde Fonseca, Valdir Calmon, Aracy Cortes, Elis Regina, Dóris Monteiro e Cyro Monteiro são só algumas das lendas da nossa música que interpretaram as suas canções.

Claro que com tanta energia e bom humor, as marchinhas não poderiam sair da sua vida. “Bin Laden”, “Um Índio Falando Inglês”, “Marchinha da Copa” e “Alô alô Gilmar” são exemplos de marchinhas mais recentes, que continuam o legado do rei. Este ano mesmo já preparou “Biquíni Azul”, brincando com a polêmica fala da ministra Damares Alves, sobre menino vestir azul e menina vestir rosa.

É isso que ele sempre prega. Usar do humor e da simplicidade para fazer a diversão dos foliões, afinal este é o espírito do carnaval. Ninguém melhor do que o próprio para falar sobre o tema, o que ele nos deu a imensa honra de fazer na nossa série Batucada Abramus (link aqui).

João Roberto Kelly, este mangueirense apaixonado por carnaval tem seu nome eternizado nas páginas da linda história que a celebração carrega. Suas marchinhas são os retratos mais simples de seu tempo e da sociedade. Elas continuam sendo as grandes arrecadadoras de direitos autorais no carnaval, o que mostram que ainda vão levar por muito tempo a tradição de encarar a vida com bom humor. Pode chegar, a festa vai começar!

SIGA-NOS NAS
REDES SOCIAIS

ASSINE NOSSA NEWSLETTER