País do futebol, da música, ou dos dois?

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País do futebol, da música, ou dos dois?

Futebol é o esporte nacional. Desperta a emoção de milhões. Música é emoção pura. Não é à toa que os dois se misturam tanto, se influenciam mutuamente e todos saímos ganhando.

O ano começa no dia primeiro de Janeiro, mas para muitos, só vale mesmo, depois que se reiniciam os campeonatos de futebol. Os campeonatos estaduais voltaram e já estão reaquecendo essa paixão. A busca pelos resultados das partidas, os comentários, no mundo real e virtual, as contratações dos atletas, as chances de título, a Copa América que se aproxima… O ano começou no país do futebol.

Porém o futebol não está sozinho. Ele tem uma aliada poderosa, a música. Em um país latino, de “sangue quente”, ritmo e molejo; a música encontrou um lugar importante nessa história de amor. Ajudando a construir a nossa identidade com o esporte e usando ele como musa para inspirar novas canções, a simbiose é clara. Veja só.

Todo mundo conhece pelo menos uma música que fale de futebol. A lista é longa e vai muito além das mais conhecidas de Skank e Jorge Ben Jor:

  • Replay – Roberto Correa e Jon Lemos
  • Aqui é o País do Futebol – Milton Nascimento/Fernando Brandt
  • O Campeão – Neguinho da Beija-Flor
  • Uma partida de futebol – Skank
  • Um a zero – Pixinguinha
  • Camisa Dez – Hélio Matheus e Luís Vagner
  • Fio Maravilha – Jorge Ben Jor
  • O Futebol – Chico Buarque
  • País do Futebol – MC Guimé e Emicida
  • Meio de Campo – Gilberto Gil
  • A Taça do Mundo é Nossa – Wagner Maugeri, Maugeri Sobrinho, Victor Dagô e Lauro Muller
  • Beto Bom de Bola – Sérgio Ricardo
  • Um a Um – Edgar Ferreira
  • Pra Frente Brasil – Miguel Gustavo
  • Frevo do Bi – Silvério Pessoa
  • Torcida Futebol Clube – Art Popular
  • Sou Ronaldo – Marcelo D2

Podíamos ficar o dia todo aqui. Ainda assim deixaríamos alguém de fora. O ponto é que a nossa expressão maior do esporte alimenta e está imortalizada na nossa música. São homenagens que merecem horas de apreciação. Já vai dando o play abaixo e deixa a bola rolar.

Se a música ganha com o futebol, como fonte de inspiração, a recíproca também é verdadeira. Nascido na Inglaterra, o futebol encontrou no Brasil a sua casa. A construção dessa relação de identidade e paixão passa pela música. Todo torcedor que se preze, reverencia a camisa, o escudo e o hino do seu time. O hino existe como um símbolo da instituição e representa a história de cada clube. Será sempre cantado nas conquistas e cerimônias mais importantes.

Porém estamos no Brasil. A formalidade dos hinos não é suficiente para extravasar a emoção. Entram aí os cantos das torcidas. Entoados euforicamente, ditam o ritmo das partidas. Provocam os adversários e empurram a equipe nos momentos mais importantes. Uma partida de futebol é um espetáculo, um espetáculo também musical, com a regência de milhares de maestros.

O próprio palco, o estádio de futebol, também recebe outro tipo de estrelas, as da música. Shows históricos foram e são realizados nesses templos do esporte e, certamente, foram influenciados pela energia que ali se concentra. É também neste palco que todos se misturam. Jogadores e músicos se reúnem todo fim de ano para confraternizar e realizar partidas beneficentes, em uma grande festa.

Talvez seja essa aura de estrela, que permeiam os grandes nomes do esporte e da música, a responsável por aproximar tanto os dois universos. O astro maior do esporte é um exemplo claro. Edson Arantes do Nascimento, o Rei do Futebol, o maior atleta do século XX, ou simplesmente Pelé, tem uma carreira musical. É autor de mais de 120 canções, além de um disco gravado.

Hoje não é muito diferente. Nosso maior destaque da atualidade, Neymar Jr, não compõe, mas tem a música totalmente presente na sua carreira. Desde a comemorações com dancinhas, os amigos próximos do mundo da música, os fones de ouvido pré-jogo, as participações em videoclipes… A música está sempre lá. E ele não está sozinho.

Basta entrar nas redes sociais de qualquer jogador, que encontramos música. Cantando para descontrair, comemorar, ou divulgar o trabalho de algum amigo, ela faz parte. Dizem que atacante vive de fazer gol. Quando ele faz três, pede o que no Fantástico?  

É inegável. As maiores conquistas da nossa seleção estão marcadas por músicas. Como não lembrar dos jogadores comemorando o penta com uma animada batucada e o “Deixa a vida me levar…” de Zeca Pagodinho? Ou os títulos anteriores que tiveram sucessos da nossa lista na boca dos torcedores e jogadores, além de “Voa canarinho, voa…” do grande “maestro” Júnior.

Exemplos não vão faltar. Dos clássicos, ao novo hit “Piscininha” (que surgiu de uma brincadeira entre os jogadores do Cruzeiro), é fato que futebol e música tem tudo a ver. Somos o país da ginga e fazemos bom uso dela para os dois. Se somos o berço dos maiores craques do esporte, é por isso. Craque que é craque não joga só pela fama e dinheiro. Craque de verdade joga por música.

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