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Música digital já representa metade da receita do mercado no Brasil

Mercado online de música movimentou R$ 750 milhões em 2016

A plataforna de streaming Deezer divulgou nesta terça-feira (28) informações sobre o mercado brasileiro de música. De acordo com a empresa, meios digitais de audição de música já representam 49% (praticamente metade) da receita gerada pelo mercado de música no Brasil.

No total, esse mercado movimentou cerca de US$ 229 milhões (R$ 750 milhões) ao longo de 2016. Serviços de streaming, como o próprio Deezer, o Google Play Music e o Spotify, cresceram 50% no Brasil entre 2015 e 2016, chegando a gerar US$ 90 milhões (cerca de R$ 330 milhões).

Um novo caminho

Embora serviços de streaming já existam há algum tempo, eles ainda são usados por um número relativamente pequeno de pessoas. Segundo a Deezer, mesmo países mais desenvolvidos como Estados Unidos e Reino Unido têm apenas pouco mais de 10% de penetração – ou seja, pouco mais de 10% da população desses países usa esses serviços.

No Brasil, essa penetração é de cerca de 5%. Considerando uma população de 210 milhões de brasileiros, a empresa considera que cerca de 10,5 milhões de pessoas usem serviços de streaming por aqui.

Mesmo com essa pequena penetração, porém, os serviços de streaming ajudaram o mercado global de música a ter seu primeiro crescimento de receita em mais de uma década. Segundo a Deezer, atualmente a receita de serviços de streaming já responde por 59% de todo o dinheiro gerado pelo mercado de música no mundo. Cerca de 70% da receita da empresa vai para o pagamento de licenciamento de músicas de gravadoras e editoras.

O que se ouve no Brasil

A empresa também apresentou uma série de dados sobre a audição de música do seu público brasileiro. Dentre as informações, a empresa revelou os gêneros mais ouvidos no país, com base nas 100 músicas mais ouvidas da plataforma. Delas, mais de 50% são faixas de sertanejo.

O segundo gênero mais ouvido no país é o funk, responsável por 15 das faixas dentre as 100 mais ouvidas. Pop nacional, que emplaca outras 5 faixas, é o terceiro gênero mais ouvido no Brasil. Os cerca de 30% restantes são uma mistura de pop internacional, EDM (musica eletrônica para dançar) e reggaeton.

Esse sucesso do sertanejo se reflete também na lista dos artistas mais ouvidos do ano no Brasil. Dos dez mais ouvidos, sete deles são do gênero sertanejo, e nove deles são brasileiros (a exceção é o cantor inglês Ed Sheeran). A playlist “Vem Pro Sertanejo”, uma lista de músicas dedicada ao gênero na plataforma, é a maior playlist da Deezer no mundo.

São Paulo e Rio de Janeiro, de acordo com a empresa, estão entre as cidades que mais fazem streaming de música no mundo todo. No Brasil, destacam-se também Belo Horizonte, Curitiba e Fortaleza.

Com a ajuda de Deus

De acordo com a Deezer, sua plataforma teve um crescimento de mais de 52% no Brasil ao longo de 2016, gerando uma receita mais de três vezes maior que a gerada por mídias físicas, como CDs e discos de vinil. Um investimento no setor de música gospel foi parte considerável desse crescimento da empresa. A Deezer lançou neste ano o “Canal Gospel”, voltado para um público de evangélicos brasileiros que a empresa estima em 60 milhões de pessoas.

Voltado para essas pessoas, o canal tem um editor de música dedicado, e teve um crescimento de mais de 300% ao longo do ano, segundo a empresa. Na estimativa da plataforma, o segmento de música gospel gera uma receita anual de mais de R$ 2 bilhões por ano.

 

Fonte: Olhar Digital

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