Quem não gosta de Samba? Ary Barroso e Almir Guineto, as diferenças que apimentam nossa mistura.

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Quem não gosta de Samba? Ary Barroso e Almir Guineto, as diferenças que apimentam nossa mistura.

Conheça um pouco mais de dois grandes nomes da história do nosso samba, entendendo como esse ritmo é tão plural e traduz a alma do brasileiro.

 

Só samba sô

Com raízes africanas, mas germinado, florido e frutificado no Brasil, o samba é um dos nossos maiores patrimônios culturais. Seu berço é reivindicado por Rio de Janeiro e Bahia, porém a única certeza é que ele expressa a essência mais visceral do brasileiro. Seu dia é 2 de dezembro, mas todo dia é dia de dele. Afinal, quem não gosta de samba?

 

Preto ou branco, rico ou pobre, intelectual ou analfabeto. Todos já (ou pelo menos deveriam) se deixaram contagiar pela energia que o samba tem. Independente da nuance, mais alegre ou triste, o samba é uma força que não deixa ninguém parado. É capaz de arrastar multidões no carnaval, alegrar espectadores de uma orquestra ou animar um churrasco de domingo no fundo do quintal. É a pluralidade que o torna tão único. Ary Barroso e Almir Guineto são o saudoso exemplo desta dicotomia atípica, que ao invés de se opor, se atrai, se complementa.

 

Ary Barroso

Ary Evangelista Barroso, brasileiro, mineiro, branco, de família rica, advogado, músico e compositor de música popular. Filho de deputado estadual, se tornou órfão aos 8 anos e foi criado pela avó. Estudou piano desde a infância e aos 15 compôs a primeira música.

 

Fez música para o cinema, para o rádio (onde também foi locutor esportivo), tocou em orquestras e foi o compositor mais gravado por Carmen Miranda, com 30 músicas. Se enveredou pela MPB, choro, xote, marchinha e foxtrote, mas foi no samba que deixou seu maior legado.

 

Aquarela do Brasil, expressão maior do samba-exaltação, foi gravado e regravado por vários artistas, incluindo o icônico Frank Sinatra. Alcançou o mundo através da animação de Walt Disney, ajudando a apresentar o nosso samba para outras culturas. Indiscutivelmente um símbolo brasileiro.

 

 

 

Ary Barroso é certamente um dos embaixadores do samba e merece ser eternamente exaltado como tal. Mesmo nos deixando em 1964, nunca será esquecido. Viva Ary, viva o samba!  

 

Almir Guineto

Almir de Souza Serra, brasileiro, carioca, negro, de família simples, sem formação superior, músico e compositor de música popular. Nasceu no meio do samba, no Morro do Salgueiro, onde sua família vivia intensamente o ritmo. O pai era violonista, a mãe era costureira da Acadêmicos do Salgueiro e o irmão foi um dos fundadores dos Originais do Samba.

 

Foi mestre de bateria do Salgueiro, compositor do Cacique de Ramos e um grande inovador do samba. Adaptando um banjo com braço de cavaquinho, criou um híbrido, adotado por vários grupos, jogando um novo tempero na mistura.

 

Com várias composições interpretadas por Beth Carvalho, como “Coisinha do Pai”, “Pedi ao Céu”‘ e “Tem Nada Não”, se alçou ao sucesso, até chegar ao grande marco de sua carreira, a fundação do grupo Fundo de Quintal. Junto de Bira, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha e Ubirany, imortalizou de vez o samba de raiz.

 

Se consagrou como compositor, com músicas gravadas por grandes nomes como Alcione e Zeca Pagodinho, chegando até Marte! “Coisinha do Pai” foi usada por uma engenheira brasileira da Nasa, para “acordar” de forma simbólica um robô norte-americano da missão Mars Pathfinder, no planeta vermelho. Era com a música que o robô iniciava seu trabalho diário.

 

 

 

Almir Guineto, que ganhou seu apelido de uma derivação de magnata, passando por magneto até sua versão final, fez jus ao nome. Atraiu fãs e pares, dando nova vida ao amado samba, marcando para sempre seu nome na história. Nos deixou em 2017, mas jamais será esquecido. Viva Almir, viva o samba!

 

Só não samba só

O samba é mistura. É piano, é cavaquinho. É branco, é preto. É doutor, é malandro. Enaltece a nossa pátria e agita o fundo do quintal. Remexe cadeiras, faz brotar lágrimas de tristeza e alegria. É emoção. O samba é tudo diferente e nada igual. É nada diferente e tudo igual. O samba é mistura, a nossa mistura. O samba é Brasil, é brasileiro. É união, é do povo brasileiro. É só o samba. Só não pode sambar só. Afinal, quem não gosta do samba?

 

Viva Ary, viva Almir, viva o samba!

 

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