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Entenda como funciona a questão dos direitos autorais na era digital e por que você deve (e vai) ganhar mais por isso

O mercado de música online vem crescendo nos últimos anos e deve continuar ganhando forças graças a plataformas como Spotify, YouTube e Apple Music. Só em 2015, as receitas globais da área digital cresceram 10,2%. Elas já representam mais da metade do faturamento com música gravada em 19 países. Os dados são do segundo relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), que também indica que as vendas físicas mundiais caíram 4,5% no ano passado. “Mais de 60% das receitas dos grandes produtores fonográficos no Brasil vieram de meios digitais em 2015. Foi exatamente o meio online que impulsionou o crescimento do mercado brasileiro de música gravada (físico e digital) em 10,6% no ano passado”, afirma Paulo Rosa, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Disco (ABPD). Ele ainda ressalta que o modelo digital que mais cresce é o streaming interativo (65,6% do total), seguido dos downloads realizados por meio da internet de banda larga fixa e da móvel (respectivamente, 20,8% e 13,6%). “O mercado digital é um passo evolutivo muito importante para a música e para os artistas no mundo todo”, afirma o músico Roberto Frejat. “Estávamos tentando imaginar como isso aconteceria há bastante tempo. Vemos que agora isso está se estruturando. Todos os participantes estão tentando descobrir como viver nele e dele”.

Baixa Remuneração

Apesar de estarem “bombando”, as plataformas digitais ainda pagam muito pouco aos artistas quando o assunto é direito autoral. Segundo um estudo realizado pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) e publicado pelo site The Wrap, a receita das vendas de discos de vinil ultrapassou a de streamings nos EUA, no Reino Unido e na França.

“A questão da remuneração à parte criativa, que é ao mesmo tempo a essência e item fundamental de qualquer criação intelectual, deve ser respeitada acima de qualquer coisa. Sem incentivo, a criação e a música não existiriam. O criador é a base da cadeia produtiva e precisa ser motivado e respeitado”, explica Gustavo Gonzalez, gerente de Novos Negócios da ABRAMUS, departamento responsável pela gestão dos direitos digitais na Associação.

Gloria Braga, superintendente executiva do Ecad, conta que um dos grandes problemas é que essas plataformas surgiram em um momento de grande pirataria do mundo físico e digital. “Por isso, elas ancoraram os primeiros licenciamentos em valores muito baixos que, certamente, não consideraram a quantidade enorme de músicas que seriam utilizadas. Acredito que quebrar esse paradigma é fundamental para o desenvolvimento de toda cadeia produtiva da música”, explica. Vários artistas já estão se mobilizando para que o YouTube e outras plataformas de música digital adotem modelos que valorizem mais os direitos autorais e aumentem a remuneração.

Fonte: Revista Abramus, Edição 32
Por Agência Entre Aspas

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