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Conteúdo exclusivo: D’Black, reinventado e mais maduro

O ano era 2008 quando D’Black lançou Sem Ar, canção que rapidamente se transformou em um marco do R&B nacional e permaneceu no imaginário de milhões de pessoas. Quase duas décadas depois, o artista passa por um importante reposicionamento de carreira, guiado por uma trilogia e lançamentos inéditos que se estendem por 2026 e 2027.

O primeiro capítulo desse projeto chega com o álbum Lado B. O trabalho representa uma reconstrução sonora, estética e emocional de sua identidade, mergulhando em temas como desejo, intensidade, sensualidade e relações contemporâneas por meio de sete faixas inéditas — Tranca-Porta, Cinema, Cenas Proibidas, Enrolado, Multiverso, Avesso e Tantra. Nele, o público encontra um D’Black maduro, ousado e conectado às novas linguagens do gênero, trazendo referências modernas do afrobeat e atmosferas cinematográficas, sem perder a essência romântica que sempre marcou sua trajetória.

Por trás dessa transformação está um intenso processo de autoconhecimento. “A música nunca saiu da minha vida. O que aconteceu foi um período de amadurecimento pessoal e artístico, em que precisei viver experiências, entender quem eu era além dos sucessos e reencontrar minha essência criativa”, revela o cantor. Para ele, a volta não tenta reviver o passado, mas apresenta uma faceta mais livre: “Hoje me sinto pronto para viver a música de forma integral, sem limitações”.

Essa nova perspectiva também se traduz nas canções de Lado B. A atmosfera íntima da obra se reflete no tom sensual e vulnerável de faixas como Tranca-Porta e Cenas Proibidas. “A sensualidade aqui não é apenas física; ela está na intimidade, na conexão entre duas pessoas e no encontro consigo mesmo”, explica o artista, que buscou traduzir esse sentimento em uma estética elegante e cinematográfica.

Reencontros com o tempo

O diálogo entre o passado e o presente continuou nos próximos passos da trilogia. No segundo ato, Conjunção, o clássico 1 Minuto ganhou novas roupagens. “A ideia não era simplesmente atualizar a produção, mas entender o que essa canção significaria se fosse criada hoje”, pontuou. O mesmo respeito à sua trajetória conduzirá o álbum Lado A, o terceiro ato, que revisitará quem ele foi e conectará essas duas versões em uma narrativa única de reconstrução.

Mas a nova fase não se limita à trilogia. Paralelamente, o cantor prepara um ecossistema de projetos que expandem sua sonoridade. Para comemorar seus 21 anos de carreira, ele apresentará o EP Sem Ar – Tríade, com três versões da mesma obra. “É quase como observar a mesma paisagem em horários distintos do dia.”

O cronograma segue com o projeto #21 – Parte 1, álbum que reforça sua relação com a música negra, aproximando sua identidade de referências globais sem perder a essência brasileira. A sequência ainda inclui um EP inspirado na cultura do Baile Charme e, em 2027, a continuidade do universo #21 e o single Pandora.

Toda essa proposta também chegará aos palcos. O cantor adianta que o público pode esperar performances e coreografias nos novos clipes e shows, mas tudo dependerá da narrativa de cada faixa dentro do conceito D’Black Experience. “Não quero dançar apenas por dançar; quero que cada movimento tenha um propósito e ajude a contar a história de cada composição.”

Se um minuto nunca foi suficiente, algumas linhas também não seriam. Mas elas já servem para antecipar o que está por vir. Com tanta novidade a caminho, uma coisa é certa: nesta nova era, D’Black promete deixar o público completamente sem ar.

Conjunção já está disponível nas plataformas digitais.

Foto: Direitos reservados | Cedida pelo artista

Arte: Júlia Sousa | Texto: Barbara Freitas

           

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