Dia dos Povos Indígenas: Celebrando a força e a produção musical originária

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Dia dos Povos Indígenas: Celebrando a força e a produção musical originária

Celebrar o Dia dos Povos Indígenas é reconhecer quem protege nossa herança sonora e neste 19 de abril, aplaudimos todos os artistas e detentores de saberes que preservam as raízes culturais do Brasil. Nosso papel é garantir que essa diversidade não apenas sobreviva, mas prospere em todos os espaços.

Nesse dia, a cena artística brasileira recebe um presente especial: o lançamento do álbum “Memórias Ancestrais – Cantigas de Roda”, dos Marujinhos Pataxó. Já disponível em todas as plataformas digitais, o projeto traz o som sagrado da Aldeia Mãe Barra Velha, em Porto Seguro (BA).

O projeto que chegou hoje nas plataformas digitais é fruto de um ano de oficinas apoiadas pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), e promove um encontro sensível entre crianças e idosos, transportando tradições milenares para o ambiente conectado e unindo passado e futuro. No centro desta iniciativa está Maria Coruja, uma senhora de 86 anos e guardiã das memórias da comunidade. Mesmo com deficiência auditiva, ela foi fundamental no resgate de cantigas antigas que agora ganham vida nas vozes das novas gerações.

Mais do que uma obra fonográfica, o projeto representa um gesto coletivo de resistência, cuidado e espiritualidade, reafirmando que a ancestralidade permanece viva em cada nota e história compartilhada.

Neste Dia dos Povos Indígenas, a celebração acontece através da valorização da base da identidade nacional. Fortalecer nossas raízes e assegurar a justa remuneração dos artistas é o que nos move.

Viva os povos indígenas! Viva a música! Viva a cultura!

Arte: Júlia Sousa | Texto: Barbara Freitas

           

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