

A maior associação de música e artes do brasil
De acordo com o relatório anual da IFPI 2025, o Brasil consolidou sua posição como o 8º maior mercado de música do mundo.
Nesse contexto, a América Latina foi a região que mais cresceu no mundo em 2025, com alta de 17,1% nas receitas, onde o streaming representa 88,1% desse total, evidenciando a força do digital na região.
Ainda neste cenário, o México ocupa a 10ª posição global. De forma abrangente, o relatório apontou que a receita total do setor ultrapassou US$ 31,7 bilhões pela primeira vez, consolidando o 11º ano consecutivo de crescimento.
Apesar desse fôlego, o cenário traz desafios estruturais. Para Ricardo Mello, diretor de Relações Institucionais Abramus, uma das dificuldades do Brasil é a baixa conversão de usuários gratuitos para planos premium. Segundo ele, temos audiência e engajamento recordes, mas a monetização plena continua sendo a fronteira a conquistar: “É preciso transformar esse volume de ouvintes em uma base de fãs disposta a pagar pela experiência completa”.
O relatório também destaca um ponto fundamental sobre a percepção do público: em pesquisa com 10 mil pessoas, incluindo brasileiros, 69% se opõem ao uso de obras por IAs generativas sem autorização ou pagamento. O dado é um lembrete importante de que inovação não deve significar exploração.
Arte: Júlia Sousa | Texto: Barbara Freitas