Marco
A narrativa de O LIVRO DE MARCO é uma simbiose entre a palavra e a produção de imagens proposta pelo Marco, menino que, em amadurecimento, narra sua história de vida em busca das estrelas cadentes, tal como seu pai, seu avô, seu bisavô já haviam feito. A fábula traz um menino órfão por parte de mãe e que vê no pai um grande homem, o qual enfrenta a solidão e os desafios, e este pai o ensina a procurar o amor por meio das estrelas cadentes. No livro, encontram-se três viagens em que o menino Marco se depara com a solidão, a paixão e o amor, cada qual de acordo com seu tempo. Em cada etapa, uma série de problemas e imprevistos ocorrem, expondo-o às dificuldades e belezas da vida
Palavras de Flávio Carneiro
É uma sensação muito especial a de você ver um livro seu adaptado para o teatro. Criaturas de papel e tinta ganham um rosto, um corpo. Quando escrevo, não costumo visualizar em detalhes os personagens. Não saberia dizer, por exemplo, se o Marco é alto, baixo ou mais ou menos. Para mim ele é um menino movido pela dúvida, pela aventura, pelo amor. Vê-lo com um rosto real, num corpo real é uma experiência e tanto. Acho que a pessoa que se lança a adaptar para o teatro uma obra literária é antes de mais nada um aventureiro, alguém que gosta de desafios. E é também, claro, um leitor. É isso o que acho importante lembrar: toda adaptação é antes de mais nada uma leitura.
E para o escritor é sempre uma grande riqueza ver como foi lido, ver como aquilo que ele criou nesse terreno fronteiriço onde se escreve - sempre sozinho e sempre cercado de seres imaginários - toma forma pela imaginação do outro, dos outros que de algum modo se sentiram tocados pela história e a levaram para o palco, criando agora um novo mundo, para além dos limites da página.
Flávio Carneiro
Caminhos estéticos
O espetáculo é uma inspiração poética que viaja pelo trabalho do ator rapsodo. Imerso no texto ‘O livro de Marco’, de Flávio Carneiro, e na linguagem gestual pesquisada pelo ator Vinicius da Cunha, o público contemplará a criação da cena teatral por meio de um texto narrativo performatizado. O ator rapsodo investiga a relação atoral entremeada da narrativa épica, do distanciamento e da sensorialidade. Esse conceito de ator pressupõe um trabalho intelectual por parte de todos que constroem o espetáculo: o ator, a encenação e o público. O ator, pela proposição sígnica entre texto e gesto. A encenação, pela proposição sígnica entre as partituras do ator, da iluminação, da trilha sonora e dos sentidos. O último, tão importante público, pela ideia final construída a cada partitura – a união e somatização de todas as partituras propositivas da encenação.
Samuel Kühn
FICHA TÉCNICA
Ator VINICIUS DA CUNHA
Trilha sonora RAFAEL LONGO
Concepção de luz FLÁVIO ANDRADE
Coreografia DÉBORA JEANE ROSA
Cenário SAMUEL KÜHN
Figurino VINICIUS DA CUNHA e SAMUEL KÜHN
Cenotecnia ORDILEI SOARES e Cia. RÚSTICO TEATRAL
Produção Cia. RÚSTICO TEATRAL
Assistência de produção, comunicação e contrarregragem MAIKON DUARTE
Material gráfico ISADORA DICKIE
Direção SAMUEL KÜHN
18/11/2009



