NX Zero
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NX Zero – “Agora”
por Dinho Ouro Preto
Chegou a prova dos nove. É esse o momento que divide quem fica e quem vai embora. É um exagero, mas o segundo disco de uma banda é crucial. Dois da Legião, Selvagem dos Paralamas....Não é fácil. O primeiro disco, em geral foi composto ao longo de alguns anos, é uma compilação, os melhores momentos que antecederam a grande chance de gravar. O segundo é diferente, a responsabilidade é maior. Principalmente pra o NX Zero. O motivo é simples, eles foram a maior banda de rock brasileiro do ano passado. Graças as suas canções ouviu-se rock sem parar nas rádios o ano todo. Isso acaba criando um clima para o resto do cenário nacional. O futuro depende de bandas novas, ou seja, sendo a maior delas, o destino do rock brasileiro está nos seus acordes. Que meda. E aí NX Zero?
Ufa! Ouço com alívio e alegria o “Agora”. Os fundamentos estão todos ali do começo ao fim: simplicidade, pegada, tudo direto ao ponto. Sem viagens pseudo intelectuais, sem abstrações ou pretensões. Tudo no lugar certo.
As raízes continuam ali. No bom sentido. A garagem ainda não saiu de suas veias. A sua origem Punk rock ainda está pulsando. É som pra se divertir. No entanto a banda não é exatamente a mesma. Evolução é a palavra. Em todos os sentidos. Músicos mais seguros e letras que passam a tratar de um universo maior.
Solidão, frustração, violões, pianos e até cordas no meio da distorção, como “Cedo ou Tarde”. Em outras, como ”Daqui pra Frente” e “Entre Nós Dois” o básico eficiente. Básico, mas com melodias e riffs que parecem colar no seu cérebro.
“Bem ou Mal” é algo especial um exemplo ideal do Agora “ ....pouco tempo pode ser demais pra quem sabe o que quer.......” canta Diego , a banda senta a mão e apresenta uma sonoridade e temas novos. “Segunda Chance” adrenalina pura, nervosa é o oposto de “Cartas pra você” que tem um quê de Beatles. “ A Melhor Parte de Mim” e “Inimigo Invisível” são duas direções diferentes. É uma amostra de versatilidade surpreendente pra uma banda nova. Mas, a maior virtude é que tudo isso não se parece com banda alguma. Conseguir personalidade é algo que algumas bandas levam uma eternidade (às vezes nunca) pra alcançar.
“Destino” vai ser um single, mas até aí “ Diferenças” também. Na verdade todas parecem ser hits. Escolher a música certa vai ser difícil, mas esse é um problema que todas as bandas queriam ter.
Gee e Diego parecem ter encontrado a parceria perfeita. O NX Zero existe já há alguns anos, mas a cumplicidade entre dois compositores às vezes leva ainda mais tempo. Mas a sintonia no caso deles é obvia. A maior parte do disco é deles embora, Fi, Caco e Dani também compõem, e bem, a julgar por “Além das Palavras”, por exemplo, mas o legal é surgir um núcleo de composição para dar unidade ao trabalho.
O NX Zero não parece estar muito preocupado com a responsabilidade ou as com as conseqüências desse disco. Definitivamente é um trabalho que eles parecem fazer com naturalidade e simplicidade, como se não fosse nada demais. Aliás, talvez o melhor de tudo seja a nítida impressão que eles se divertiram aos montes compondo e gravando. Tá tudo no lugar. O rock brasileiro precisa de renovação. O rock brasileiro precisa do NXZERO, e o NXZERO sabe o que fazer.
Assessoria de Imprensa Arsenal Music
* Ana Paula Aschenbach
anapaula@arsenalmusic.com.br
* Rogério Bolzan
rogerio@perfexx.com.br
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